A China inaugurou a ponte mais alta do mundo, uma megaestrutura suspensa a 625 metros sobre o rio Beipan que reduziu um trajeto de duas horas para apenas dois minutos. Enquanto isso, o Brasil também avança em um projeto de engenharia de grandes proporções: a Ponte Salvador-Itaparica, que será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina e acaba de receber as primeiras estruturas metálicas vindas da China.
Batizada de Ponte do Grande Cânion de Huajiang, a obra chinesa está localizada na província de Guizhou e possui 2.890 metros de extensão, com um vão principal suspenso de 1.420 metros. Inaugurada em outubro de 2025, após três anos de construção, a estrutura estabeleceu um novo recorde mundial ao ficar 625 metros acima do rio Beipan, altura equivalente a um edifício de mais de 200 andares.
No Brasil, a construção da Ponte Salvador-Itaparica também começou a ganhar forma com a chegada de mais de 800 toneladas de estruturas metálicas ao Porto de Salvador. O material percorreu aproximadamente 17 mil quilômetros desde Xangai, na China, e representa um investimento superior a R$ 17 milhões. Segundo o governo da Bahia, esse é apenas o primeiro carregamento de uma ampla operação logística.
China envia material para a maior ponte da América Latina
Além da ponte sobre a Baía de Todos-os-Santos, o empreendimento inclui novas vias expressas, duplicações rodoviárias e conexões logísticas que deverão beneficiar aproximadamente 10 milhões de pessoas em 250 municípios baianos. Durante a execução da obra, serão utilizados cerca de 660 mil metros cúbicos de concreto, volume suficiente para construir aproximadamente sete estádios e meio do Maracanã.
Com cerca de 12,4 quilômetros de extensão sobre o mar, a Ponte Salvador-Itaparica será a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina. A nova ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica reduzirá significativamente o tempo de deslocamento para cidades do Recôncavo Baiano, Baixo Sul e regiões conectadas às BR-101, BR-116 e BR-242. Em alguns trajetos, a economia poderá chegar a cerca de 100 quilômetros em comparação com os percursos atuais.
