As mudanças nas regras de aposentadoria do INSS continuam afetando o planejamento de trabalhadores que estão próximos de encerrar a carreira. Em 2026, a atualização da idade mínima progressiva exige atenção de segurados que pretendem solicitar o benefício pelas regras de transição.
A alteração faz parte do calendário criado após a Reforma da Previdência. Como as exigências aumentam gradualmente ao longo dos anos, alguns trabalhadores precisam recalcular quando poderão se aposentar. O avanço da idade mínima pode modificar planos feitos anteriormente.
Pelas regras atuais de transição, mulheres precisam alcançar 59 anos e 6 meses de idade. Já os homens devem completar 64 anos e 6 meses para cumprir esse requisito. Além da idade, também é necessário atingir o tempo mínimo de contribuição previsto pelo INSS.
Regra dos pontos também passa por mudanças
Outra alternativa disponível para alguns segurados é a regra dos pontos. Nessa modalidade, o trabalhador precisa somar idade e tempo de contribuição para atingir uma pontuação mínima. O limite exigido aumenta progressivamente a cada ano, tornando o processo mais longo para parte dos segurados.
A regra dos pontos considera o histórico de contribuição acumulado durante a vida profissional. Por isso, trabalhadores com períodos mais extensos de recolhimento podem ter vantagens dependendo da situação. A análise individual é importante para identificar qual caminho oferece melhores condições.
Conferência do cadastro pode evitar problemas
Com as novas exigências, a conferência dos dados previdenciários se tornou uma etapa essencial. O trabalhador deve verificar o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para confirmar se todos os períodos de trabalho e contribuições foram registrados corretamente.
Falhas no cadastro, como vínculos ausentes ou contribuições não reconhecidas, podem atrasar a solicitação da aposentadoria. Além disso, esses problemas podem interferir no cálculo do benefício recebido pelo segurado após a aprovação do pedido.