O técnico italiano Carlo Ancelotti tem um contrato milionário com a CBF. Para comandar a Seleção Brasileira até a Copa do Mundo de 2030. Seu vínculo estabelece um pagamento total de R$ 237 milhões ao longo dos anos.
A Confederação Brasileira de Futebol renovou o contrato com o treinador em maio de 2026. Um mês antes da estreia do Brasil na Copa daquele ano. Este acordo permanece válido mesmo após a eliminação da equipe brasileira no Mundial de 2026.
Ancelotti, que assumiu a Seleção em maio de 2025, recebe um salário mensal de R$ 4,9 milhões. O valor contrasta com os vencimentos de treinadores brasileiros no comando do time nacional.
Contrastes salariais na Seleção
Vanderlei Luxemburgo, por exemplo, dirigiu a Seleção Brasileira entre 1998 e 2000. Recebendo um salário inicial de aproximadamente R$ 120 mil mensais em 1998. Naquele período, o contrato previa uma valorização progressiva dos rendimentos do técnico.
Luxemburgo chegou a acumular seu salário da CBF com os R$ 200 mil. Que recebia no Corinthians durante uma transição de funções. A disparidade salarial gerou críticas, especialmente de figuras ligadas ao futebol nacional.
“Ancelotti errou e errou muito, mas vocês não falam nada! Os técnicos brasileiros estão vendo aí… Se fosse um técnico brasileiro, vocês (imprensa) tinham arrebentado com o técnico brasileiro, mas a imprensa não fala nada porque vocês são subservientes dos europeus, vocês querem o Brasil jogando como futebol europeu, mas não vamos ser como os europeus”, declarou Vanderlei.
A Copa do Mundo e a CBF
A Copa do Mundo se configura como um evento esportivo de natureza privada. Com a FIFA organizando o torneio a cada quatro anos. A classificação das seleções ocorre por meio de eliminatórias regionais. A comissão técnica e os atletas de cada equipe participante são escolhidos por entidades privadas.
No Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol, uma organização de direito privado, define quem treina e quem é convocado. O Governo Federal não possui nenhuma influência na seleção dos atletas. Os jogadores são convidados e geralmente aceitam devido ao grande retorno comercial e de marketing que a competição oferece.
A Copa de 2030 será uma edição marcante, celebrando os 100 anos da competição em seis países: Marrocos. Na África; Argentina, Paraguai e Uruguai, na América do Sul; e Espanha e Portugal, na Europa. A presença de Ancelotti até esta data sublinha a aposta da CBF em um nome internacional.
