O Reino do Butão adotou uma das políticas mais rigorosas do mundo para controlar a entrada de visitantes estrangeiros. O país cobra uma taxa diária que supera R$ 1.000 dos turistas internacionais. A medida integra uma estratégia voltada à preservação ambiental e cultural.
Localizado na região do Himalaia, o Butão busca limitar o turismo de massa e reduzir os impactos provocados pelo aumento do fluxo de visitantes. A cobrança faz parte da chamada Taxa de Desenvolvimento Sustentável. O modelo prioriza a conservação dos recursos naturais e o desenvolvimento local.
Taxa financia investimentos no país
O valor exigido corresponde a cerca de US$ 200 por dia para cada turista estrangeiro. Os recursos arrecadados são destinados a áreas consideradas estratégicas pelo Governo, como saúde, educação e preservação ambiental. A política procura equilibrar o crescimento do turismo com a proteção do patrimônio nacional.
Mesmo com o alto custo para visitantes, o país continua recebendo turistas interessados em conhecer suas paisagens e tradições. Em 2023, pouco mais de 100 mil pessoas visitaram o Butão. A estratégia privilegia um número menor de viajantes, mas com maior contribuição econômica para o destino.
Segundo dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), o setor representa aproximadamente 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Esse crescimento levou diversos países a discutir formas de reduzir os efeitos da atividade sobre comunidades locais e ecossistemas. O Butão é um dos exemplos mais conhecidos desse modelo.
Diferença em relação a outros destinos
Enquanto o Butão adota uma cobrança elevada, outros destinos turísticos utilizam taxas significativamente menores. Veneza, na Itália, cobra uma tarifa para controlar o acesso em determinados períodos. Já a ilha de Maiorca, na Espanha, aplica uma taxa vinculada às hospedagens.
Mesmo com essas cobranças, diversas cidades continuam enfrentando desafios relacionados à superlotação durante as temporadas de maior movimento. No caso do Butão, a limitação do número de visitantes faz parte da própria política nacional de turismo. A arrecadação obtida com a taxa também contribui para financiar projetos públicos e ações voltadas à preservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável.