No Dia 15 de julho, Dia do Homem, a falta de consultas médicas entre homens ainda representa um grande desafio. Para a saúde masculina, saber quais profissionais consultar em cada fase favorece a detecção precoce de doenças.
O tema também foram tratados por Hospital São Domingos e Hospital Brasília, citados na reportagem original. A psicóloga Priscila Maria Gabos, do Hospital Samaritano Higienópolis, associa relutância a fatores culturais mais que à falta de informação.
Esse padrão cultural pode levar homens a minimizar sintomas, atrasar diagnósticos e ampliar riscos de complicações graves.
Infância: o papel do pediatra: saúde masculina
Na infância, a primeira avaliação deve ser feita por um pediatra, que acompanha crescimento, desenvolvimento motor e saúde bucal. Além isso, o médico de família pode iniciar o acompanhamento, avaliando higiene, vacinação e problemas testiculares como a fimose.
Detectar precocemente alterações nessa fase favorece intervenções que evitam complicações futuras e melhoram a qualidade de vida. A vacinação completa, monitorada pelo pediatra, protege contra doenças que podem comprometer o desenvolvimento infantil.
Adolescência e início da vida adulta: urologista e médico de família
Entre 12 e 18 anos, o urologista orienta sobre higiene, sexualidade e ISTs. Essa consulta também permite a avaliação do início da puberdade e a identificação precoce de anomalias testiculares.
Dos 20 aos 39 anos, o médico de família permanece referência, monitorando vacinação, risco de obesidade, hipertensão e diabetes. Nessa fase, a continuidade dos cuidados inclui encaminhamentos a especialistas quando necessário, reforçando a prevenção de complicações.
A partir dos 40 anos: foco em prevenção contínua
A partir dos 40, a atenção médica deve se intensificar, envolvendo exames de rotina e acompanhamento de doenças crônicas. O médico de família coordena avaliações de colesterol, pressão arterial e próstata.
Manter hábitos saudáveis — atividade física regular, sono adequado e alimentação equilibrada — complementa o acompanhamento clínico e reduz riscos. Quando os homens incorporam essas práticas, a probabilidade de viver mais e com melhor qualidade de vida aumenta.
Além dos profissionais mencionados, o apoio de familiares e amigos fortalece a adesão ao plano de cuidados. Conversas abertas sobre saúde reduzem o estigma e facilitam a identificação precoce de problemas. Homens que ainda não têm acompanhamento regular devem agendar uma consulta com o médico de família ainda neste mês.