Santa Catarina voltou a se destacar no cenário nacional ao conquistar a terceira colocação no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, levantamento que mede a qualidade de vida da população por meio de indicadores ligados ao acesso a serviços essenciais, bem-estar e oportunidades. O resultado reforça a posição do estado entre os mais desenvolvidos do país, atrás apenas do Distrito Federal e de São Paulo, e evidencia avanços em diferentes áreas sociais.
Paralelamente ao bom desempenho no ranking, o governo estadual aposta em políticas públicas para reduzir o déficit habitacional, com destaque para o programa Casa Catarina, que oferece moradias gratuitas a famílias de baixa renda.
Embora o IPS leve em consideração fatores como saúde, educação, segurança e inclusão, especialistas apontam que a melhoria da qualidade de vida também depende do acesso à moradia digna. Nesse contexto, iniciativas habitacionais ganham relevância por atenderem uma das principais demandas sociais de milhares de catarinenses que ainda enfrentam dificuldades para conquistar a casa própria.
Casa Catarina amplia acesso à moradia sem cobrança de parcelas
Diferentemente dos programas tradicionais de financiamento imobiliário, o Casa Catarina não exige que os beneficiários assumam prestações mensais. As residências são construídas com recursos do Governo de Santa Catarina em parceria com as prefeituras municipais e entregues gratuitamente às famílias selecionadas.
O programa é voltado para moradores em situação de vulnerabilidade social que possuem renda familiar de até quatro salários mínimos mensais. Além do limite de renda, os candidatos normalmente precisam cumprir outros requisitos previstos nos editais municipais, como não possuir imóvel próprio e não participar de outro programa habitacional. Algumas administrações locais também estabelecem tempo mínimo de residência no município como condição para participar da seleção.
Seleção prioriza critérios sociais e alta demanda
A inscrição no Casa Catarina representa apenas a primeira etapa do processo. Como a quantidade de interessados costuma superar o número de unidades disponíveis, as prefeituras realizam uma análise socioeconômica para definir quais famílias serão contempladas.
Os critérios priorizam pessoas em maior situação de vulnerabilidade, buscando garantir que o benefício alcance quem realmente enfrenta dificuldades para acessar o mercado imobiliário. Dessa forma, a seleção considera aspectos sociais previstos em cada edital municipal, tornando o processo mais direcionado às necessidades locais.
Programa avança em diversas cidades catarinenses
O Casa Catarina já está em execução em diferentes regiões do estado, com municípios em fases distintas de implantação. Enquanto algumas cidades realizam inscrições e análise documental dos candidatos, outras já iniciaram as obras ou se aproximam da entrega das primeiras unidades habitacionais.
A expectativa do governo estadual é ampliar gradativamente o alcance da iniciativa e beneficiar milhares de famílias nos próximos anos. A expansão do programa acompanha o objetivo de reduzir o déficit habitacional em Santa Catarina e fortalecer um dos fatores que contribuem para a elevada qualidade de vida do estado.