Os oito relógios da coleção pessoal do ex-piloto alemão Michael Schumacher foram vendidos por US$ 4,4 milhões (cerca de R$ 22,5 milhões na cotação atual) em um leilão realizado em Genebra, na Suíça. O valor chamou atenção, mas ainda ficou abaixo do recorde entre itens esportivos históricos, que pertence à camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, arrematada por aproximadamente R$ 25 milhões.
O destaque do leilão envolvendo o heptacampeão da Fórmula 1 foi o relógio Platinum Vagabondage 1, vendido por US$ 1,5 milhão (R$ 7,6 milhões). A peça foi um presente do ex-chefe da Ferrari, Jean Todt, encomendado ao renomado relojoeiro François-Paul Journe e entregue a Schumacher no Natal de 2004, após a conquista do sétimo título mundial da categoria.

Já a camisa azul usada por Pelé na decisão da Copa de 1958 foi leiloada em Nova York por US$ 4,9 milhões, o equivalente a cerca de R$ 25 milhões. A peça havia sido avaliada inicialmente em US$ 6 milhões pela casa de leilões Sotheby’s, mas acabou vendida por um valor ligeiramente inferior, suficiente para se tornar um dos itens esportivos mais caros da história.
Camisa de Pelé no Mundial de 58 foi vendida por R$ 25 milhões
A trajetória da camisa também é curiosa. Em 2004, ela já havia sido leiloada em Londres por 59 mil libras, valor equivalente a aproximadamente R$ 300 mil. Na final da Copa da Suécia, Pelé, então com apenas 17 anos, marcou dois gols na vitória por 5 a 2 sobre os anfitriões. Como os suecos utilizaram seu uniforme amarelo, o Brasil precisou improvisar um uniforme azul adquirido às pressas em Estocolmo.
Após a conquista do primeiro título mundial brasileiro, Pelé presenteou a camisa ao alagoano Dida, reserva da seleção naquela Copa. Décadas depois, o uniforme ficou exposto por cerca de dez anos no Museu dos Esportes de Alagoas, no Estádio Rei Pelé, em Maceió, antes de voltar ao mercado de colecionadores e alcançar o maior valor já pago por uma peça ligada ao esporte.
