Quando se fala em FBI e Fórmula 1, é difícil imaginar qualquer tipo de relação. Mas, por incrível que pareça isso está acontecendo com um empresário envolvido em uma equipe da categoria, sendo investigado.
Mark Walter, empresário envolvido nos projetos da Cadillac na Fórmula 1 e da Andretti Global, passou a ser alvo de uma investigação da Justiça Federal dos Estados Unidos por suspeitas de irregularidades financeiras.
A informação foi divulgada pela agência Bloomberg e envolve empresas que fazem parte do conglomerado empresarial comandado pelo bilionário norte-americano.
Walter é uma das principais lideranças da TWG Global, holding que controla a TWG Motorsport, responsável por operações em diversas categorias do automobilismo, incluindo a Andretti Global, a futura equipe Cadillac na Fórmula 1, a Spire Motorsport e outras estruturas esportivas.
Segundo a Bloomberg, a investigação teve início em 2025 e também alcança a Guggenheim, empresa global de investimentos da qual Walter é CEO e acionista. O braço de gestão de ativos da companhia administra cerca de US$ 362 bilhões.
As apurações indicam que o FBI chegou a cumprir pelo menos um mandado de busca em setembro de 2025. Além da Guggenheim, as seguradoras Delaware Life Insurance Co. e Clear Spring Life and Annuity Co., igualmente controladas por Walter, também passaram a ser investigadas.
As autoridades buscam esclarecer se investimentos em crédito privado teriam sido utilizados para sustentar outras empresas do grupo sem a devida divulgação aos investidores.
As investigações ocorrem em paralelo a procedimentos conduzidos pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC). Em nota oficial, a TWG Global informou que está colaborando com as autoridades durante todo o processo.
Além de atuar no automobilismo, o grupo de Mark Walter possui participações em grandes franquias esportivas, como Los Angeles Lakers (NBA), Los Angeles Dodgers (MLB) e Chelsea, do futebol inglês.
Norris detona estratégia usada pela McLaren na Bélgica
Lando Norris demonstrou insatisfação com a estratégia adotada pela McLaren no Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1. Após a corrida em Spa-Francorchamps, o piloto britânico afirmou que tinha ritmo para disputar posições mais à frente, mas acredita que as decisões da equipe comprometeram suas chances de lutar pela vitória.
O fim de semana já havia começado com dificuldades para Norris, que largou apenas na 13ª colocação depois de receber uma punição de dez posições no grid pela troca da quarta unidade da eletrônica de controle. Mesmo assim, o britânico conseguiu fazer uma corrida de recuperação e acredita que poderia ter alcançado um resultado ainda melhor.
Durante a prova, a McLaren optou por prolongar o primeiro stint de Norris, mantendo o piloto na pista por 30 voltas com o mesmo conjunto de pneus.
A estratégia foi questionada quando um período de safety car virtual abriu uma oportunidade para uma parada nos boxes. Enquanto Ferrari e Oscar Piastri aproveitaram a neutralização para trocar pneus, a equipe britânica preferiu deixar Norris na liderança provisória da corrida.
A decisão acabou custando caro. Com pneus desgastados, Norris perdeu posições para Charles Leclerc, Kimi Antonelli, Max Verstappen e também para seu companheiro de equipe.
Para completar, quando finalmente fez sua parada na volta 31, um problema na roda traseira esquerda aumentou o tempo de pit stop para 7,8 segundos, comprometendo ainda mais sua recuperação e reforçando as críticas do piloto à estratégia da McLaren.