Quando se fala em fornecedora de materiais esportivos é complicado não pensar no nome Nike. Símbolo de vendas e sucesso, a empresa sofreu um duro golpe na Copa do Mundo, com a ajuda de Messi, Cururella e até mesmo da Seleção Brasileira.
A Nike encerrou a Copa do Mundo de 2026 sem representantes na grande final, um cenário que chamou atenção no mercado esportivo. Isso porque as duas seleções que disputaram o título, Espanha, de nomes como Cucurella e Argentina, do craque Lionel Messi, utilizam uniformes da Adidas, principal concorrente da marca norte-americana.
A decisão ganhou ainda mais peso comercial após a eliminação de duas equipes patrocinadas pela Nike nas semifinais: a França foi derrotada pela Espanha, enquanto a Inglaterra caiu diante da Argentina. Isso sem falar de outra potência que caiu antes, o Brasil, eliminado nas oitavas de final.
Rival da Nike ficou com as atenções na grande final do Mundial
Com o confronto entre espanhóis e argentinos na decisão, a Adidas monopolizou a exposição da partida mais importante do torneio, beneficiando-se tanto do título conquistado pela Espanha quanto do vice-campeonato da Argentina.
O cenário também fortaleceu a visibilidade de atletas como Lamine Yamal e Lionel Messi, cujas camisas figuraram entre os produtos de maior destaque durante o Mundial.
Em comunicado interno obtido pela Bloomberg, o vice-presidente e gerente-geral de futebol da Nike, Camilo Andrade, admitiu que o resultado esportivo ficou abaixo do esperado para a empresa.
Segundo o executivo, a ausência de uma seleção patrocinada pela marca na final não correspondia aos planos traçados antes da competição. Ainda assim, ele ressaltou que a companhia cumpriu sua estratégia ao longo do torneio e executou todas as ações previstas dentro de seu planejamento.
Apesar do desfecho, a Nike mantém o foco em fortalecer sua presença no futebol. A empresa segue a estratégia liderada pelo CEO Elliott Hill, que busca ampliar a relevância da modalidade dentro do portfólio da marca.
O próximo grande objetivo será a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, competição vista internamente como uma oportunidade para ampliar a participação da Nike e consolidar sua posição no futebol feminino.