As conversas entre Pep Guardiola e a Federação Italiana de Futebol para um possível acerto com a seleção da Itália esfriaram nos últimos dias. O principal obstáculo é a exigência salarial do treinador espanhol.
O ex-técnico do Manchester City teria solicitado 20 milhões de euros por temporada (cerca de R$ 128 milhões), valor que supera em duas vezes o orçamento previsto pela entidade para o cargo.
Caso as partes cheguem a um acordo, Guardiola passaria a ocupar o posto de técnico de seleção mais bem remunerado do futebol mundial, ultrapassando Carlo Ancelotti, atual comandante da Seleção Brasileira. No momento, o italiano lidera o ranking de salários entre os treinadores de seleções nacionais.
Técnicos de seleções mais bem pagos da atualidade
- Carlo Ancelotti (Brasil): R$ 59,8 milhões por ano;
- Mauricio Pochettino (Estados Unidos): R$ 35,8 milhões por ano;
- Thomas Tuchel (Inglaterra): R$ 34,7 milhões por ano;
- Fabio Cannavaro (Uzbequistão): R$ 23,9 milhões por ano;
- Javier Aguirre (México): R$ 14,9 milhões por ano;
- Jesse Marsch (Canadá): R$ 14,9 milhões por ano;
- Gustavo Alfaro (Paraguai): R$ 14,9 milhões por ano.
A elevada pedida de Guardiola tornou as negociações mais difíceis, já que a Federação Italiana precisaria aumentar significativamente seus investimentos para viabilizar a contratação do treinador. Enquanto isso, Ancelotti segue como o técnico de seleção com o maior salário do futebol internacional.
Ancelotti foi procurado pela Azzurra
Mesmo após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti recebeu uma consulta da seleção da Itália para avaliar a possibilidade de assumir a equipe nacional.
O contato foi feito por Paolo Maldini, diretor técnico da federação italiana, que buscava entender se o treinador estaria disposto a deixar o comando da Seleção Brasileira, apesar de ter renovado contrato com a CBF até 2030 pouco antes do Mundial.
Segundo informações de bastidores, Ancelotti comunicou o episódio à Confederação Brasileira de Futebol cerca de dez dias após a eliminação.
O treinador teria afirmado aos dirigentes italianos que está satisfeito com o trabalho desenvolvido no Brasil, destacou a boa recepção que recebeu desde sua chegada e reforçou o desejo de cumprir integralmente seu vínculo com a seleção.
Ainda de acordo com relatos internos, o técnico italiano explicou que pretende dar continuidade ao projeto iniciado na CBF e buscar os resultados que não foram alcançados na última Copa do Mundo.
Dirigentes da CBF confirmaram que Ancelotti não demonstrou interesse em discutir uma eventual mudança de comando. Após o Mundial, o treinador viajou para o Canadá, onde possui uma residência, e deve retornar ao Brasil em agosto para iniciar o planejamento do novo ciclo.
A Seleção Brasileira já tem amistosos confirmados contra a Austrália, marcados para os dias 25 e 29 de setembro, em Townsville e Brisbane, além da possibilidade de um terceiro compromisso no início de outubro durante a Data FIFA.