Nos jogos do Campeonato Brasileiro, quase sempre um tema toma conta de debates e conversas entre torcedores e especialistas: a arbitragem. Mas, você já pensou quanto ganha os nomes responsáveis por comandar as partidas da elite? Saiba que existe uma diferença nos valores envolvendo árbitros e auxiliares.
Apitar partidas da Série A do Campeonato Brasileiro é o objetivo de muitos apaixonados por futebol que desejam transformar a paixão pelo esporte em profissão.
O caminho até o quadro de arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) exige formação, avaliações constantes e anos de experiência, mas pode proporcionar remunerações que chegam a R$ 7.600 por jogo, além de salários fixos mensais após a profissionalização da categoria.
Ao contrário do que acontece em concursos públicos, não existe uma seleção nacional única para ingressar na arbitragem. O processo começa nas federações estaduais, responsáveis pela formação dos futuros árbitros.
Quanto ganha um árbitro da Série A?
A arbitragem brasileira passou por mudanças importantes em 2026 com a adoção de um modelo de profissionalização. Além das taxas pagas por partida, os integrantes do quadro nacional passaram a receber salários fixos mensais.
Na Série A do Campeonato Brasileiro, a remuneração por jogo varia de acordo com a função exercida e a categoria do profissional.
Valores por partida
- Árbitro principal (quadro FIFA): R$ 7.600
- Árbitro principal (quadro CBF): R$ 5.500
- Árbitro assistente (FIFA): R$ 4.560
- Árbitro assistente (CBF): R$ 3.300
- Árbitro de vídeo (VAR FIFA): R$ 4.560
- Árbitro de vídeo (VAR CBF): R$ 3.650
Como se tornar árbitro de futebol
O primeiro passo é se matricular no curso de formação oferecido pela federação de futebol do estado onde o candidato reside. Normalmente, a capacitação dura entre um e dois anos e reúne aulas teóricas e atividades práticas.
Durante o curso, os alunos estudam as 17 regras oficiais do futebol, além de receberem treinamento sobre posicionamento em campo, interpretação de lances, preparação física, aspectos psicológicos e gestão de partidas.
Ao término da formação, os candidatos passam por avaliações rigorosas. Os testes físicos, baseados nos critérios estabelecidos pela FIFA, medem velocidade, resistência e condicionamento, enquanto as provas teóricas verificam o domínio das regras do jogo.
Os aprovados passam a integrar o quadro de arbitragem da federação estadual e iniciam a carreira atuando em competições de base e divisões inferiores. Conforme acumulam boas avaliações e experiência, podem ser indicados para integrar o quadro nacional da CBF, responsável pelas principais competições do país.
Além desses valores, os árbitros do quadro nacional recebem remuneração fixa mensal. Em média, o salário gira em torno de R$ 13 mil, enquanto profissionais pertencentes ao quadro da FIFA podem ultrapassar R$ 30 mil mensais, sem considerar as taxas recebidas pelas partidas.
Requisitos para ingressar na arbitragem
Embora cada federação estadual publique seu próprio edital, os requisitos costumam ser semelhantes em todo o país. Entre as exigências mais comuns estão:
- Ter pelo menos 18 anos de idade (o limite máximo varia conforme a federação);
- Possuir ensino médio completo;
- Ser aprovado nos exames médicos e nos testes de aptidão física;
- Não possuir antecedentes criminais.
Cumpridas essas etapas, o candidato pode iniciar a carreira na arbitragem e, com bom desempenho ao longo dos anos, conquistar espaço no quadro da CBF e, futuramente, até alcançar a categoria FIFA, destinada aos árbitros que representam o Brasil em competições internacionais.