Existem notícias que nos pegam de surpresa no mundo do futebol, e um caso é quando uma equipe muito conhecida ou querida fecha as portas. É exatamente isso que aconteceu com um famoso clube que já esteve na Série A.
O Brescia teve a falência decretada pela Justiça da Itália, colocando fim a uma história de 114 anos no futebol. A decisão foi proferida pelo Tribunal de Brescia, que determinou a liquidação judicial da empresa responsável pela administração do clube devido a uma dívida superior a 20 milhões de euros.
O encerramento das atividades representa o desaparecimento de uma das equipes mais tradicionais do futebol italiano, conhecida por suas participações na Serie A e por revelar jogadores que se tornaram referências no cenário internacional.
Os problemas econômicos do Brescia se intensificaram ao longo da última temporada, quando o clube foi punido por irregularidades no pagamento de salários e encargos trabalhistas.
As sanções resultaram na perda de pontos no campeonato e, consequentemente, no rebaixamento da equipe. Sem cumprir as exigências para obter a licença necessária para disputar a Serie C, o clube entrou em estado de insolvência, situação que culminou na decretação da falência.
O proprietário da equipe, o empresário Massimo Cellino, chegou a apresentar um plano de recuperação financeira para tentar evitar o encerramento das atividades. No entanto, a proposta foi rejeitada pela Justiça italiana, que manteve a liquidação judicial.
Fundado em 1911, o Brescia disputou 23 temporadas da primeira divisão italiana e viveu um dos períodos mais marcantes de sua história no início dos anos 2000.
Naquela época, o clube contou com nomes de peso, como Roberto Baggio, que encerrou a carreira vestindo a camisa da equipe, e Pep Guardiola, que também defendeu o Brescia durante sua trajetória como jogador.
Além de sua tradição nas competições nacionais, o Brescia ficou conhecido pelo trabalho desenvolvido nas categorias de base. Foi no clube que Andrea Pirlo iniciou sua carreira profissional antes de se tornar um dos maiores meio-campistas da história do futebol italiano.
Anos mais tarde, Sandro Tonali seguiu um caminho semelhante. Revelado pelo Brescia, o volante ganhou destaque no futebol europeu e consolidou sua carreira em grandes equipes do continente, reforçando o legado do clube na formação de talentos.
Alemanha quer voltar a sediar uma Copa do Mundo
A Alemanha avalia disputar o direito de sediar uma futura edição da Copa do Mundo e trabalha com a possibilidade de lançar uma candidatura para os Mundiais de 2038 ou 2042. A informação foi revelada por Axel Hellmann, CEO do Eintracht Frankfurt e membro da diretoria da Federação Alemã de Futebol (DFB).
Alemanha tem interesse em sediar a Copa do Mundo de 2038 ou 2042
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 29, 2026
A última vez que a Alemanha recebeu uma Copa do Mundo foi em 2006. Naquele torneio, a seleção anfitriã terminou na terceira colocação, enquanto a Itália conquistou o título ao derrotar a França nos pênaltis na… pic.twitter.com/8QkWxuhM2L
O país, que já recebeu a principal competição do futebol mundial em 1974 e 2006, acredita que possui infraestrutura suficiente para voltar a organizar o torneio, contando com estádios modernos, ampla rede de transporte e capacidade hoteleira.
Falando no tema, a Alemanha é um lugar de más recordações para a Seleção Brasileira. Na edição de 1974, após o Tri em 1970, o Brasil decepcionou e acabou ficando apenas na 4ª colocação, perdendo a disputa do 3º lugar para a Polônia, por 1 a 0, gol de Lato.
Já em 2006, outra decepção e novamente como então atual campeão. Na Copa pós título de 2002, a Seleção tinha nomes do calibre de Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Adriano e outras estrelas. Mas, em campo o favoritismo não se confirmou e o Brasil caiu nas quartas de final, diante da França, por 1 a 0, gol de Thierry Henry.
Voltando a falar sobre a candidatura, de acordo com Hellmann, o presidente da DFB, Bernd Neuendorf, é um dos principais incentivadores da iniciativa, apesar das críticas direcionadas à FIFA pelos altos preços dos ingressos na última Copa do Mundo.
Em entrevista ao The Athletic, o dirigente afirmou que a federação alemã estuda lançar uma candidatura para 2042, sem descartar uma tentativa para 2038, dependendo das regras definidas pela entidade máxima do futebol.
A estratégia da Alemanha esbarra no sistema de rodízio adotado pela FIFA para a escolha das sedes. Como a Copa de 2030 terá partidas realizadas na Europa, América do Sul e África, uma candidatura europeia para a edição de 2038 tende a enfrentar obstáculos.
No cenário atual, países da Oceania e da América do Norte aparecem como candidatos naturais para o Mundial de 2038, enquanto a Arábia Saudita já foi confirmada como sede da Copa de 2034, representando a Confederação Asiática de Futebol.
Ainda assim, Hellmann acredita que o formato inédito da Copa de 2030, dividida entre três continentes, pode abrir margem para uma flexibilização nas regras de rodízio.
O dirigente destacou que a Alemanha reúne todos os requisitos para receber novamente a competição, ressaltando a qualidade da infraestrutura esportiva, da mobilidade urbana e da rede hoteleira. Segundo ele, uma eventual Copa no país teria grande procura por ingressos e plenas condições de sucesso.
Além da Alemanha, os Estados Unidos, que receberão a Copa do Mundo de 2026 ao lado de Canadá e México, também já demonstraram interesse em voltar a sediar o torneio, com foco na edição de 2038.