Muitos torcedores ainda vivem a saudade da Copa do Mundo, que chegou ao fim no último dia 19, com a Espanha se sagrando a grande campeã. Mas o assunto Mundial segue vivo, já pensando em 2030. Prova disso, são duas notícias que chamam atenção: uma novidade sobre o aumento de Seleções e uma previsão triste para o Brasil.
A Copa do Mundo pode ganhar uma nova dimensão nos próximos anos. Um documento interno da FIFA revelou que a entidade iniciou estudos para analisar a possibilidade de ampliar o Mundial de 48 para 64 seleções a partir da edição de 2030.
O material, datado de 30 de julho de 2026 e divulgado pelo jornalista inglês Martyn Ziegler, indica que a FIFA pretende contratar uma empresa independente para avaliar os impactos esportivos, financeiros e organizacionais de uma possível mudança no formato da competição.
Intitulado “Potential expansion of the FIFA World Cup to 64 teams” (“Potencial expansão da Copa do Mundo da FIFA para 64 seleções”), o documento aponta que o objetivo é entender como uma nova ampliação afetaria a estrutura do torneio e todo o ecossistema do futebol mundial.
A contratação de uma consultoria externa mostra que a discussão avançou para uma etapa mais formal de análise. Atualmente, o Mundial já conta com 48 participantes, formato que foi utilizado pela primeira vez na edição de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
A ideia de uma nova expansão ganhou força nos bastidores da FIFA nos últimos meses e tem como principal argumento aumentar a representatividade de confederações como África, Ásia e Oceania. No entanto, a proposta também enfrenta resistência de dirigentes, clubes e ligas preocupados com o excesso de partidas no calendário internacional.
Caso seja aprovada, a mudança representaria a segunda ampliação consecutiva da Copa do Mundo. O torneio passou de 24 para 32 seleções em 1998 e manteve esse formato até 2022. Em 2026, o número de participantes aumentará para 48 equipes, exigindo uma nova reformulação da estrutura da competição.
Uma Copa com 64 seleções em 2030 dependeria ainda de estudos detalhados sobre calendário, logística, número de partidas e impacto comercial antes de qualquer decisão oficial da entidade máxima do futebol.
Fifa envia documento para iniciar estudos sobre expansão da Copa de 2030 para 64 seleções
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) July 31, 2026
O documento, intitulado "Potential expansion of the FIFA World Cup to 64 teams" ("Potencial expansão da Copa do Mundo da Fifa para 64 seleções"), afirma que o objetivo é entender como a… pic.twitter.com/A0TsyMuQqi
Previsão de supercomputador coloca a Seleção perdendo para a Argentina
Um supercomputador simulou uma edição hipotética da Copa do Mundo de 2030 sem a participação das seleções europeias e apontou uma final entre Brasil e Argentina. De acordo com a projeção divulgada pelo jornal britânico The Sun, a seleção argentina levaria a melhor no confronto decisivo e conquistaria mais um título mundial diante dos brasileiros.
A simulação foi realizada pela plataforma CasinoHawks e considera um cenário fictício em que as 55 federações filiadas à Uefa colocariam em prática um boicote às competições organizadas pela FIFA.
A possibilidade surgiu após o debate envolvendo a criação de uma empresa para administrar os direitos comerciais dos torneios da entidade e a entrada de investidores privados no negócio.
Sem as equipes europeias, o Brasil teria um caminho diferente rumo à final. Segundo o levantamento, a seleção brasileira estrearia no mata-mata contra a Coreia do Sul e avançaria eliminando Colômbia, Japão e Nigéria nas fases seguintes.
A Argentina, por sua vez, também chegaria à decisão com campanha perfeita no sistema de eliminatórias projetado pelo computador. A equipe campeã mundial deixaria pelo caminho Costa do Marfim, México, Marrocos e Uruguai antes de enfrentar o Brasil na grande final.
Caminho do Brasil na simulação
- 16-avos de final: Brasil elimina a Coreia do Sul
- Oitavas de final: Brasil elimina a Colômbia
- Quartas de final: Brasil elimina o Japão
- Semifinal: Brasil elimina a Nigéria
- Final: Argentina vence o Brasil
A principal surpresa da projeção seria a campanha da Nigéria. Com Victor Osimhen como referência ofensiva, a seleção africana chegaria inédita às semifinais de uma Copa do Mundo após superar Arábia Saudita, Canadá e Argélia. O país nunca havia alcançado essa fase na história do torneio.
Até hoje, apenas uma seleção africana conseguiu disputar uma semifinal de Mundial: Marrocos, em 2022. Na simulação, os marroquinos eliminariam República Democrática do Congo e Estados Unidos, mas seriam derrotados pela Argentina nas quartas de final.
O outro duelo semifinal projetado seria entre Argentina e Uruguai. Os uruguaios avançariam após superar Costa Rica, Peru e Equador, mas acabariam eliminados pela equipe argentina.
A ausência das seleções europeias também abriria espaço para novos participantes. De acordo com o cenário criado pelo supercomputador, países como Guatemala, Vietnã, Zâmbia, Bahrein, Uganda, Burkina Faso, Benin, Tailândia, Omã, Palestina, Guiné, Tajiquistão, Síria, Moçambique, Gabão, Madagascar e Guiné Equatorial fariam suas primeiras aparições em uma Copa do Mundo.
Além deles, Venezuela e Mali também estreariam no Mundial e conseguiriam avançar para a fase eliminatória, segundo a projeção.
Apesar dos resultados curiosos, o cenário é apenas uma simulação e não representa uma possibilidade confirmada para a Copa de 2030.
O eventual boicote europeu não aconteceu e depende da evolução das discussões envolvendo a FIFA e outras confederações, que já demonstraram preocupação com mudanças no modelo comercial e no calendário internacional do futebol.