É impossível não associar o nome Schumacher ao automobilismo. Afinal de contas, é uma família presente e vencedora nas pistas do mundo. Falando sobre o assunto, vamos falar de uma questão financeira envolvendo Michael, sete vezes campeão da F1; e seu filho Mick, que corre nas pistas da Fórmula Indy.
Enquanto o pai faturou milhões correndo na Fórmula 1, por equipes como Benetton e Ferrari; seu filho atua na Indy, faturou recentemente um importante prêmio, mas ainda é considerado uma “mixaria”, perto do que o pai ganhou na maior categoria do automobilismo mundial.
Mick Schumacher teve uma estreia marcante nas 500 Milhas de Indianápolis de 2026, disputada no dia 24 de maio. O piloto alemão foi eleito Novato do Ano da tradicional prova da IndyCar e recebeu um bônus de US$ 50 mil (R$ 256 mil), pelo desempenho em sua primeira participação no evento.
Ex-piloto da Fórmula 1, Schumacher cruzou a linha de chegada na 18ª colocação, sendo o estreante mais bem colocado da corrida. Além de completar todas as 200 voltas no Indianapolis Motor Speedway, ele terminou na mesma volta do vencedor, garantindo o reconhecimento entre os novatos da edição.
Com o prêmio adicional, Mick encerrou o fim de semana com uma premiação total de US$ 218.800 (R$ 1,1 milhão). A conquista aconteceu justamente na edição que distribuiu o maior valor da história das 500 Milhas de Indianápolis, com uma bolsa superior a US$ 30,9 milhões.
A prova de 2026 entrou para a história também pelo desfecho emocionante. Felix Rosenqvist venceu após superar David Malukas por apenas 0,0233 segundo, registrando a chegada mais apertada já vista na Indy 500.
Para Schumacher, no entanto, o principal resultado foi consolidar sua adaptação ao automobilismo norte-americano. Após a passagem pela Fórmula 1, o alemão iniciou uma nova fase na IndyCar e teve um começo promissor, completando a corrida sem grandes problemas e conquistando o prêmio destinado ao melhor estreante da prova.
Embora o vencedor tenha recebido uma premiação superior a US$ 4 milhões, o reconhecimento como Novato do Ano representou um importante marco esportivo e financeiro para Mick Schumacher, reforçando sua boa adaptação à categoria e seu potencial para as próximas temporadas da IndyCar.
Schumacher já teve ganhos de 80 milhões de libras por temporada na F1
Michael Schumacher protagonizou uma das transferências mais marcantes da história da Fórmula 1 ao trocar a Benetton pela Ferrari para a temporada de 1996. O alemão assinou inicialmente um contrato de dois anos, que, segundo estimativas da época, tinha valor total de aproximadamente US$ 60 milhões.
O sucesso da parceria fez com que Schumacher renovasse seu vínculo por mais quatro temporadas. Apesar do alto investimento feito pela Ferrari, o retorno esportivo justificou os gastos: sob o comando do piloto alemão, a escuderia conquistou diversos títulos mundiais de pilotos e construtores, iniciando um dos ciclos mais dominantes da história da categoria.
Nos anos finais desse período vitorioso, em 2003 e 2004, Schumacher figurava entre os atletas mais bem pagos do automobilismo, com vencimentos estimados em cerca de 80 milhões de libras por temporada.
Após deixar a Ferrari e se aposentar pela primeira vez, o heptacampeão retornou à Fórmula 1 em 2010 para defender a Mercedes. Durante as três temporadas em que permaneceu na equipe alemã, entre 2010 e 2012, teria recebido aproximadamente 30 milhões de libras por ano, mantendo-se entre os pilotos mais bem remunerados do grid.