A Seleção Brasileira fracassou na busca pelo Hexa e com isso é momento de já pensar no ciclo visando a Copa do Mundo de 2030. Falando no próximo Mundial, uma importante notícia chega do exterior, com um pensamento que se mantido, pode ser peça-chave na conquista brasileira do sexto título.
A crise institucional entre a Uefa e a Fifa continua sem solução e ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (6). Em comunicado enviado à emissora britânica Sky News, a entidade que administra o futebol europeu reafirmou que mantém a possibilidade de boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo.
Na última quarta-feira (5), Gianni Infantino, presidente da Fifa, pediu desculpas pela condução do projeto que previa a criação de uma empresa para comercializar participações nos direitos de torneios da entidade máxima do futebol, como a Copa do Mundo.
O dirigente também anunciou que a proposta foi definitivamente retirada. Mesmo assim, a Uefa afirmou que o recuo não é suficiente para encerrar o impasse.
Vale destacar que na possibilidade de uma Copa sem países da Europa, seria uma oportunidade para o Brasil, quem vem sofrendo contra Seleções do velho continente, eliminada nas últimas seis edições por França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018), Croácia (2022) e mais recentemente a Noruega.
UEFA se manifestou com direito a duas condições para retorno da confiança
Segundo a entidade europeia, as 55 federações nacionais filiadas estabeleceram duas condições para restabelecer a confiança: a retirada definitiva do projeto e o compromisso formal de que uma proposta semelhante não será apresentada novamente.
Além disso, a Uefa reiterou que continua sem confiar na liderança de Gianni Infantino. Em nota, a entidade destacou que essas exigências não foram atendidas e que sua posição permanece inalterada.
🇪🇺 AGORA: UEFA vai manter boicote à Copa do Mundo mesmo com desistência da Fifa de vender direitos da Copa para investidores privados.
— Eixo Político (@eixopolitico) August 6, 2026
De acordo com a confederação europeia, nem todas as condições impostas à FIFA foram cumpridas e a entidade perdeu a confiança do presidente… pic.twitter.com/pCSnthOAWi
A Uefa também rebateu o posicionamento divulgado pela Fifa após uma reunião de emergência realizada no Marrocos, na qual dirigentes manifestaram apoio ao presidente da entidade máxima do futebol.
Para a organização europeia, o respaldo de executivos ligados à Fifa não altera o cenário atual nem resolve as preocupações levantadas pelas federações.
O conflito teve início após a divulgação do plano de Infantino de permitir a entrada de investidores privados em uma empresa responsável pela exploração comercial da Copa do Mundo e de outras competições da Fifa.
A iniciativa provocou forte reação da Uefa e de suas associações filiadas, que aprovaram de forma unânime a possibilidade de boicotar torneios organizados pela entidade caso o projeto fosse levado adiante.
Apesar da desistência da proposta, a Uefa considera que as garantias solicitadas ainda não foram apresentadas e, por isso, mantém a pressão sobre a atual gestão da Fifa.