Quando a Mercedes começou a despontar como grande equipe da temporada, George Russell foi apontado como favorito ao título. Mas, até aqui o que se vê é diferente, com o jovem Kimi Antonelli liderando o mundial, enquanto o britânico lida com problemas.
Falando nisso, além de lidar com o jovem rival, Russell tem outro problema para resolver, pelo menos de acordo com a opinião de um ex-piloto: Juan Pablo Montoya.
O colombiano acredita que George Russell terá um desafio que vai além da velocidade de Kimi Antonelli na disputa pelo título da Fórmula 1. Para ele, o piloto da Mercedes precisará encontrar a intensidade necessária para enfrentar um companheiro de equipe que, além de rápido, é conhecido pelo comportamento amigável dentro do paddock.
Russell começou a temporada como um dos principais favoritos para levar a Mercedes ao primeiro título de pilotos desde 2020. No entanto, foi Kimi Antonelli quem chegou à pausa de verão na liderança do campeonato.
O italiano assumiu a ponta após o Grande Prêmio do Japão, quando conquistou a segunda vitória de uma sequência de cinco triunfos. A vantagem sobre os principais concorrentes chegou a 66 pontos, embora tenha diminuído posteriormente para 50.
Russell caiu para a terceira colocação em meio a uma temporada marcada por problemas de confiabilidade para os dois pilotos da Mercedes. O britânico também perdeu pontos importantes e chegou a classificar como “inacreditável” a quantidade de situações adversas enfrentadas pela equipe ao longo do campeonato.
Para Montoya, entretanto, existe uma particularidade na disputa que pode dificultar a reação de Russell: a personalidade de Antonelli.
“A dinâmica é difícil, porque Kimi é extremamente rápido e também é uma pessoa muito simpática. Quando o cara é rápido e um babaca, é muito mais fácil ir contra ele e acumular essa raiva para criar o ímpeto necessário para destruí-lo”, afirmou o colombiano.
Montoya acredita que Russell precisa encontrar uma maneira de se aproximar do nível apresentado por Antonelli. Caso consiga pressionar o companheiro de equipe de forma consistente, o britânico poderá colocar o italiano diante de uma situação diferente na disputa pelo campeonato.
“Acho que George precisa encontrar uma maneira de se igualar a Kimi. Se ele se igualar a Kimi, vai colocá-lo numa posição desconfortável. Se George conseguir chegar lá, Kimi tentará encontrar uma maneira de vencê-lo novamente. Acho que isso pode colocar Kimi em uma situação difícil e levá-lo a cometer erros”, completou.
Ultrapassagem de Max Verstappen segue rendendo
A ousada ultrapassagem de Max Verstappen sobre Lewis Hamilton durante o Grande Prêmio da Hungria não teve qualquer relação com uma rivalidade pessoal.
Para Christijan Albers, ex-piloto de Fórmula 1, a manobra foi apenas mais uma demonstração do estilo agressivo e oportunista que tornou o holandês conhecido na categoria.
Verstappen encerrou a etapa húngara no pódio e garantiu o segundo lugar após protagonizar uma ultrapassagem dupla impressionante. A manobra começou com Liam Lawson e terminou com Hamilton, em uma disputa que exigiu uma freada tardia na primeira curva do Hungaroring.
Hamilton ocupava a quarta posição quando a Ferrari decidiu antecipar sua parada nos boxes, chamando o britânico para o pit lane na 13ª volta. A Red Bull respondeu imediatamente e levou Verstappen aos boxes na passagem seguinte.
A estratégia favoreceu Hamilton, que conseguiu retornar à pista à frente do rival na disputa pelo título de 2021. Liam Lawson estava à frente dos dois, já que ainda não havia realizado sua parada.
Verstappen, porém, aproveitou a aproximação da curva 1 para atacar. O piloto da Red Bull freou muito tarde e conseguiu ultrapassar Lawson e Hamilton de uma só vez, recuperando duas posições em uma única manobra.
A ultrapassagem foi decisiva para o resultado final de Verstappen, que conseguiu terminar a corrida na segunda colocação. Apesar da presença de Hamilton na manobra, Albers garantiu que não houve qualquer motivação pessoal por parte do tetracampeão mundial.
“Não, ele faz isso com todo mundo. É isso que torna Max tão fantástico. É por isso que a Red Bull lhe paga um salário tão alto”, afirmou o ex-piloto ao De Telegraaf.
Segundo Albers, Verstappen mantém esse comportamento durante toda a corrida, buscando oportunidades constantemente: “A cada volta, a cada curva e a cada ponto de frenagem, ele simplesmente continua lutando”, acrescentou.
Verstappen explica a manobra
O próprio Verstappen tratou a ultrapassagem com naturalidade. Segundo o piloto, a oportunidade apareceu durante a disputa e ele simplesmente decidiu aproveitá-la: “Eu vi a oportunidade. Era a única que eu tinha. Simplesmente a aproveitei”, declarou Verstappen após a corrida.
O holandês também explicou que a confiança no funcionamento dos freios contribuiu para que ele pudesse executar a manobra com segurança: “Os freios estavam funcionando bem, então isso ajudou, mas estava tudo sob controle”, afirmou.