Dois técnicos do futebol brasileiro estão em situação delicada nos seus respectivos cargos: Dorival Júnior no São Paulo e Luís Castro comandando o Grêmio. Entretanto, fica uma questão importante envolvendo uma possível demissão: quantos as saídas dos comandantes podem custar aos cofres de cada equipe?
O Grêmio decidiu manter Luís Castro como técnico da equipe mesmo após a derrota para o Bragantino, pelo Brasileirão. A decisão da diretoria acontece em meio à forte insatisfação da torcida.
Apesar da pressão, a direção gremista ainda banca o treinador português. O momento, porém, é delicado: o Tricolor ocupa a 15ª colocação do Campeonato Brasileiro e soma apenas 25 pontos, vivendo uma das fases mais complicadas da temporada.
Um dos principais motivos para a permanência de Luís Castro é o impacto financeiro que uma eventual saída teria para os cofres do clube. O contrato não possui uma multa rescisória convencional, mas prevê o pagamento dos vencimentos até o término do vínculo, previsto para o fim de 2027.
Em caso de demissão neste momento, o Grêmio teria que desembolsar aproximadamente R$ 30 milhões referentes aos salários que ainda seriam devidos ao treinador. Além disso, a diretoria precisaria assumir os custos para contratar um novo comandante e montar outra comissão técnica.
A direção gremista também acredita que os novos jogadores contratados durante a janela de transferências podem contribuir para uma reação da equipe. Nomes como Jovane Cabral, Diego Caito e Filip Krovinović chegaram ao clube com a expectativa de fortalecer o elenco e melhorar o desempenho na sequência da temporada.
Mesmo com a manutenção de Luís Castro, novos resultados negativos podem aumentar a pressão sobre o treinador. Uma eventual eliminação na Copa do Brasil, por exemplo, é vista como um possível fator capaz de acelerar mudanças no comando técnico.
São Paulo mantém Dorival Júnior, mas desempenho aumenta pressão sobre treinador
O momento complicado do São Paulo sob o comando de Dorival Júnior ganhou um novo capítulo após a derrota para a Chapecoense pelo Brasileirão. Com a sequência de resultados negativos, a pressão é cada vez maior por parte de alguns torcedores, sobre uma possível demissão do treinador.
Mas ai fica a questão: existe uma multa rescisória? De acordo com o jornalista Jorge Nicola, sim. Segundo o profissional, caso o São Paulo opte pela demissão de Dorival Júnior, o clube terá que desembolsar uma multa rescisória de pouco mais de R$ 9 milhões. O valor corresponde aos salários que o treinador teria direito a receber até o fim de dezembro.
Se o São Paulo demitir Dorival Júnior, terá que pagar uma multa rescisória de pouco mais R$ 9 milhões.
— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) August 24, 2026
O valor corresponde aos salários integrais até dezembro. O treinador recebe cerca de R$ 2 milhões por mês.
Via: @bandsports / @jorgenicola
📷Peter Leone/Folhapress pic.twitter.com/sy9ao8A8Oo
Atualmente, Dorival Júnior recebe aproximadamente R$ 2 milhões por mês. Dessa forma, uma eventual saída antecipada representaria um impacto financeiro significativo para os cofres do Tricolor.
O desempenho recente da equipe aumenta a pressão sobre Dorival e coloca o trabalho do treinador no centro das discussões entre torcida e diretoria.
O cenário coloca o técnico diante de um momento de forte cobrança. Com resultados abaixo das expectativas, a diretoria precisa avaliar o desempenho da equipe e encontrar soluções para interromper a sequência negativa. A permanência de Dorival, portanto, pode continuar sendo tema de debate caso os resultados não melhorem.
Enquanto isso, o São Paulo busca recuperar a confiança e voltar a vencer. A pressão sobre o treinador tende a aumentar caso o time não apresente uma reação nos próximos compromissos da temporada.