A última Copa do Mundo disputada nos Estados Unidos, México e Canadá; chamou atenção por ser a primeira da história a contar com 48 Seleções, na disputa vencida pela Espanha. Mas, se você achou esse número já elevado, saiba que a Fifa tem planos de um Mundial com 211 equipes.
O presidente da entidade máxima do futebol, Gianni Infantino, anunciou que a Fifa realizará ainda em 2026 a primeira edição de um novo Mundial sub-15, que terá a participação das 211 federações filiadas à organização. A competição está marcada para acontecer entre 22 e 31 de outubro, no Azerbaijão, conforme informações divulgadas pela própria Fifa.
Durante uma reunião realizada no último domingo (23), na República Dominicana, Infantino destacou que o objetivo do projeto é ampliar o desenvolvimento do futebol em diferentes partes do mundo. Segundo o dirigente, todas as 211 associações-membro estão convidadas a participar do torneio, que pretende reunir jovens talentos de diversas nacionalidades.
𝗜𝗻𝗳𝗮𝗻𝘁𝗶𝗻𝗼 𝗮𝗻𝘂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝘂𝗺 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗰𝗼𝗺 𝟮𝟭𝟭 𝘀𝗲𝗹𝗲𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀! 😱
— ZEROZERO (@zerozeropt) August 24, 2026
Dirigente máximo da FIFA confirmou a intenção de organizar uma prova mundial no escalão de Sub-15, aberto a todas as seleções do Mundo. pic.twitter.com/ZXapcnz0AC
Número de atletas envolvido na competição chama atenção
A dimensão da competição chama atenção. De acordo com Infantino, o Mundial sub-15 poderá envolver mais de 4 mil jovens jogadores, criando uma oportunidade inédita para atletas de diferentes países terem contato com uma estrutura internacional.
O presidente da Fifa também relacionou iniciativas desse porte à necessidade de aumentar as receitas da entidade e ampliar os investimentos no desenvolvimento do futebol.
A declaração ocorreu em um momento de forte pressão política sobre Infantino. O dirigente enfrentou críticas da Uefa e de outras confederações após apresentar um projeto que previa a criação de uma empresa para administrar direitos comerciais das principais competições da Fifa, com possibilidade de participação de investidores privados.
A proposta acabou sendo retirada poucos dias depois diante da reação de diferentes setores do futebol. O episódio chegou a provocar questionamentos sobre a permanência de Infantino no comando da Fifa.
Enquanto a Uefa afirmou ter perdido a confiança no presidente, a Conmebol manifestou apoio ao dirigente. Infantino, por sua vez, reconheceu o momento de críticas e afirmou estar disposto a responder aos questionamentos.