O Botafogo vive um momento complicado dentro das quatro linhas. Após ser eliminado da Copa Sul-Americana, pelo Cienciano, o alvinegro amargou mais um revés, desta vez diante do Athletico Paranaense, em casa, pelo Campeonato Brasileiro. Mas, não é só dentro de campo que as notícias chamam atenção, surge um importante fato envolvendo a saída de oito atletas do clube.
O Glorioso já contabiliza oito saídas nesta janela de transferências. A movimentação faz parte do planejamento da diretoria para diminuir os custos da folha salarial e, ao mesmo tempo, abrir espaço financeiro para a chegada de novos reforços ao elenco.
Segundo levantamento da Agência RTI Esporte, entre empréstimos, negociações e rescisões contratuais, o clube conseguiu reduzir aproximadamente R$ 3,5 milhões por mês em salários. Em uma projeção de 12 meses, a economia chega a R$ 43 milhões, considerando apenas os vencimentos dos jogadores envolvidos.
Maior economia veio com a saída de um jogador argentino
A maior redução veio com a saída de Joaquín Correa. O atacante argentino recebia cerca de R$ 1,7 milhão mensais no Botafogo e rescindiu seu contrato antes de acertar com o Estudiantes. Sozinho, o jogador representa quase metade da economia obtida pelo clube com as oito saídas.
🚨 FIM DE CICLO! Botafogo e Joaquín Correa chegaram a um acordo pela rescisão do contrato do atacante, que tinha vínculo com o clube até o fim de 2027.
— Jovem Pan Esportes (@JovemPanEsporte) August 7, 2026
O “Tucu” está de saída do Glorioso e deve retornar ao futebol argentino. Correa é mais um jogador a deixar o Botafogo nas… pic.twitter.com/PoU72oHxIO
Chris Ramos também deixou o elenco por empréstimo ao Real Oviedo, com salário de R$ 600 mil por mês. Bastos, que recebia R$ 380 mil, rescindiu contrato. A lista ainda conta com Caio Roque, devolvido à Portuguesa de Desportos, Léo Link, emprestado ao Estrela da Amadora, Nathan Fernandes, Newton e o goleiro Raul Steffens, que acertou com o AVS, de Portugal.
Com a redução da folha, o Botafogo ganha margem para reorganizar o elenco e buscar novas opções no mercado. A estratégia permite adequar o grupo às necessidades da comissão técnica e reduzir despesas recorrentes. Agora, a diretoria terá de definir como utilizar o espaço financeiro criado pelas oito saídas na sequência da janela de transferências.