Durante a semana tivemos a disputa dos jogos de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Falando no torneio, ao longo dos anos vimos diferentes campeões e até mesmo zebras. Um bom exemplo disso aconteceu em 2004, quando um “pequeno” do nosso futebol venceu o poderoso Flamengo, em pleno Maracanã: estamos falando do Santo André.
Falando na equipe paulista, hoje ela está longe dos holofotes, mas virou notícia recentemente por um passo importante nos bastidores. O Santo André aprovou, na última quinta-feira (27), a proposta para criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
O projeto apresentado pela empresa Tatemono recebeu o aval do Conselho Deliberativo durante uma votação realizada na sede social do clube, no Estádio Bruno José Daniel.
A aprovação é considerada um passo importante no processo de modernização da gestão esportiva e financeira do Ramalhão. Segundo o clube, a transformação tem como principais objetivos fortalecer o futebol profissional, ampliar os investimentos e garantir maior sustentabilidade para a instituição nos próximos anos.
SAF ainda depende de aprovação judicial
Apesar da aprovação pelo Conselho Deliberativo, a SAF do Santo André ainda não está oficialmente constituída. Como o clube está em processo de recuperação judicial, a conclusão da operação depende de autorização da Justiça, além do cumprimento de outras etapas previstas no processo.
Antes da votação, o presidente do Santo André, Celso Luiz de Almeida, já havia explicado que o aval do Conselho Deliberativo não seria suficiente para concluir a transformação. A proposta também precisará ser analisada e votada pelos associados do clube.
“É um processo que, mesmo aprovado pelo Conselho Deliberativo e pelos associados, ainda levará um período para ser concretizado. Como o clube está em recuperação judicial, a SAF depende da aprovação de um juiz também. Tem todo um trâmite”, explicou o dirigente.
A criação da SAF é vista pela diretoria como uma alternativa para aumentar a capacidade de investimento do Santo André e proporcionar maior estabilidade financeira ao futebol profissional.
A expectativa é que o novo modelo contribua para elevar as receitas, melhorar a estrutura do departamento de futebol e aumentar a competitividade da equipe nas principais competições.
Caso todas as etapas sejam concluídas, aproximadamente 90% do departamento de futebol do Santo André ficará sob responsabilidade da nova empresa, enquanto os 10% restantes permanecerão ligados diretamente ao clube. O setor social continuará sendo administrado pelo próprio Ramalhão.
Depois do aval do Conselho Deliberativo, o próximo passo será a realização de uma assembleia com os associados do Santo André. Os sócios terão a responsabilidade de votar pela aprovação ou rejeição da criação da SAF.
Celso Luiz de Almeida defende que a mudança é necessária diante do aumento dos custos e investimentos exigidos pelo futebol profissional. Na avaliação do dirigente, clubes com o perfil do Santo André enfrentam dificuldades cada vez maiores para competir em alto nível sem uma estrutura de gestão capaz de atrair novos recursos.
Se todas as etapas forem aprovadas, a SAF poderá representar uma nova fase para o Ramalhão, com a expectativa de fortalecer as finanças, profissionalizar a gestão e aumentar a competitividade do futebol do clube.