Dinheiro é sempre bem-vindo, tanto é, que no mundo esportivo isso não é diferente. Vamos aqui citar dois casos, dentro e fora dos gramados, envolvendo o Palmeiras e a Rede Globo, ambos com receitas que chegam a casa do bilhão.
Começamos pelo Verdão, que atingiu a marca de R$ 2,4 bilhões arrecadados com a venda de jogadores nos últimos cinco anos. O período coincide com a gestão de Leila Pereira na presidência do clube e reúne 27 negociações de atletas do futebol masculino realizadas desde o início de 2022.
O levantamento considera os valores totais das transferências, incluindo quantias fixas e bônus previstos nos contratos. Por outro lado, eventuais percentuais mantidos pelo Palmeiras para futuras negociações não são incluídos na conta.
💰 Palmeiras alcança R$ 2,4 bilhões em vendas de jogadores na era Leila Pereira.
— Gols do Brasileirão ⚽️🇧🇷 (@golsdobrasil1) August 28, 2026
Segundo cálculos do clube, foram 414 milhões de euros arrecadados com a negociação de 27 atletas nas últimas cinco temporadas.
Os números incluem valores fixos e bônus, mas não contabilizam… pic.twitter.com/MtN6EAqWnd
A venda de Allan ao Manchester City, da Inglaterra, por cerca de R$ 240 milhões entre valores fixos e variáveis, foi responsável por levar o clube à atual marca.
O valor arrecadado ainda pode crescer nos próximos dias. O Palmeiras negocia a possível transferência de Riquelme Fillipi para o Inter Miami, dos Estados Unidos. A operação é estimada entre 5,5 milhões e 6 milhões de euros por 60% dos direitos econômicos do jogador.
O desempenho do Palmeiras no mercado também está diretamente ligado ao trabalho realizado nas categorias de base. Das 27 transferências contabilizadas desde 2022, 18 envolveram atletas formados pelo próprio clube, os chamados Crias da Academia. O número representa aproximadamente 66% de todas as negociações consideradas no levantamento.
Os jogadores revelados pelo Palmeiras também aparecem com destaque entre as maiores vendas do período. Endrick lidera o ranking após ser negociado com o Real Madrid por 72 milhões de euros. Na segunda posição está Estêvão, vendido ao Chelsea por 61,5 milhões de euros.
Allan aparece em terceiro lugar, com a transferência para o Manchester City avaliada em 40 milhões de euros. Vitor Reis também foi negociado com o clube inglês, por 37 milhões de euros, enquanto Luis Guilherme fecha o top 5 após sua venda ao West Ham, da Inglaterra, por 30 milhões de euros.
Globo planeja valor bilionário com a Copa do Mundo feminina
A Globo colocou no mercado seis cotas de patrocínio para a Copa do Mundo Feminina de 2027 e estima arrecadar mais de R$ 1 bilhão caso todos os espaços sejam comercializados pelo preço de tabela.
Segundo informações do portal NaTelinha, o potencial de faturamento com o Mundial feminino representa pouco mais da metade da projeção feita pela emissora para a Copa do Mundo masculina.
A competição será realizada no Brasil entre junho e julho de 2027. Globo e CazéTV anunciaram no final do ano passado um acordo para a transmissão do torneio. A plataforma comandada por Casimiro Miguel exibirá os 64 jogos da competição, enquanto a Globo transmitirá 56 partidas na televisão aberta e disponibilizará todos os confrontos pelo Sportv.
No plano comercial da emissora, foram disponibilizadas seis cotas de patrocínio para a TV aberta, cada uma avaliada em R$ 150,95 milhões. Além da televisão, o pacote inclui espaços no Globoplay, nos canais digitais da Globo e nos perfis de talentos da VIU. Se todas as cotas forem vendidas pelo preço integral, a receita potencial chega a aproximadamente R$ 905,7 milhões.
O Sportv também terá seis cotas comerciais para o Mundial feminino. Cada uma está tabelada em R$ 26,274 milhões e contempla propriedades digitais do Globoplay, redes sociais de talentos da VIU e a GE TV. Com a venda integral dos seis espaços, a projeção de receita chega a cerca de R$ 157,6 milhões.
Somando os pacotes destinados à TV aberta e ao Sportv, a Globo estima um potencial de R$ 1,063 bilhão em receitas publicitárias com a Copa do Mundo Feminina. O valor, porém, representa apenas uma projeção baseada nos preços de tabela. O faturamento efetivo pode sofrer alterações devido a descontos, negociações com anunciantes e diferentes condições comerciais.
A diferença em relação ao Mundial masculino também chama atenção. Para a Copa do Mundo masculina, a projeção com as seis cotas comerciais chega a R$ 1,91 bilhão. Dessa forma, os R$ 1,063 bilhão estimados para a competição feminina correspondem a aproximadamente 56% do potencial calculado para o torneio masculino.
Os números mostram o crescimento do espaço comercial destinado ao futebol feminino e o interesse das empresas em associar suas marcas à modalidade. Ao mesmo tempo, os valores projetados evidenciam que ainda existe uma diferença significativa entre a força comercial dos Mundiais feminino e masculino no mercado publicitário.