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Daniel Dias/AutoMotrix

16/05/2022 15:30

Quadrimestre morno

Com os números consolidados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), abril fechou com 136.341 unidades vendidas nos segmentos de carros de passeio e comerciais leves. Um pequeno aumento de 1,08% sobre março deste ano e recuo significativo de 16,8% sobre abril de 2021. 

O primeiro quadrimestre do ano teve 510.846 emplacamentos, representando uma queda de 22,8% em comparação ao mesmo período do ano passado. 

No acumulado de janeiro a abril de 2022, a Fiat Strada manteve a liderança entre os modelos, com 29.675 vendas, seguida pelo Hyundai HB20 (25.263) – o carro de passeio mais comercializado do país –, pelo Chevrolet Onix (22.920), pelo Volkswagen T-Cross (20.157), pelo Fiat Mobi (19.236), pelo Jeep Compass (19.001), pelo Onix Plus (sedã) (17.421), pelo Hyundai Creta (16.921) e pelos Fiat Toro (16.097) e Argo (15.617). Aparecendo pela primeira vez entre os dez mais vendidos em março, o Fiat Pulse ficou em décimo quinto no acumulado, com 14.249 emplacamentos, atrás do Jeep Renegade (15.268), do Renault Kwid (15.251), do Chevrolet Tracker (15.092) e do Toyota Corolla Cross (14.444). 

Entre as fabricantes, a Fiat ficou em primeiro também no quadrimestre, com 113.440 unidades vendidas nos dois segmentos e uma participação de mercado de 22,2%, à frente da General Motors (71.420 e 13,9%).

Frenagem inusitada

A Caoa Chery, uma das marcas de automóveis que mais cresceu no Brasil nos últimos anos, comunicou que sua fábrica na cidade paulista de Jacareí – inaugurada pela fabricante chinesa Chery em 2015 e onde eram produzidos os utilitários esportivos compactos Tiggo 2, Tiggo 3X Pro e o sedã Arrizo 6 Pro – ficará sem atividades produtivas até 2025, para que ocorra a transformação das linhas atuais para a produção de veículos híbridos e elétricos.

 A unidade industrial da cidade goiana de Anápolis, inaugurada em 2001 pelo Grupo Caoa e onde são montados os utilitários esportivos Tiggo 5x, Tiggo 7 e Tiggo 8, continua produzindo normalmente. 

A marca sino-brasileira foi criada em 2017 quando o Grupo Caoa comprou 50% dos ativos brasileiros da marca chinesa Chery, inclusive a fábrica de Jacareí. 

No comunicado, a Caoa Chery não esclareceu se haverá a transferência da produção de algum dos modelos feitos na fábrica de Jacareí para a unidade industrial de Anápolis, se algum será importado da China ou se todos terão sua vendagem nacional simplesmente descontinuada – o Arrizo 6 Pro foi lançado no Brasil em outubro do ano passado e o Tiggo 3X Pro chegou às concessionárias brasileiras há apenas três meses, em fevereiro. 

A pausa nos processos industriais de Jacareí será compensada pela intensificação da produção da planta industrial em Anápolis que está sendo preparada para novos lançamentos já no segundo semestre de 2022. Com isso, a Caoa Chery mantém sua meta de comercializar 60 mil unidades no mercado nacional em 2022”, explicou a empresa no comunicado. 

A Caoa Chery já está em negociação com os trabalhadores da fábrica de Jacareí, que conta com quadro de 700 profissionais. O sindicato dos metalúrgicos local afirma que estão na mesa demissões e opções de ressarcimento aos empregados da unidade. 

Não há nenhuma garantia que a unidade retomará a produção em 2025. Em três anos, muita coisa pode mudar”, explica Weller Gonçalves, presidente do sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos e região. 

Quanto aos clientes, a Caoa Chery informa que seguirá prestando atendimento integral em suas mais de 140 concessionárias nacionais a quem comprou modelos fabricados em Jacareí, mantendo assistência técnica, garantias, peças e serviços.