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VEÍCULOS

Ciente de que rentabilizar é preciso, o Grupo Renault apresenta plano Renaulution

O objetivo é ganhar competitividade e aumentar a lucratividade de suas marcas
22/01/2021 10:30 - Automotrix


O Grupo Renault apresentou na França o seu novo plano estratégico global, denominado de Renaulution, com o objetivo de aumentar a rentabilidade e projetar a empresa para o futuro. O destaque do plano é a previsão do lançamento, até 2025, de vinte e quatro modelos das marcas que compõem o conglomerado francês – Renault, Dacia, Alpine e a nova Mobilize, centrada nas novas formas de mobilidade. Desses, pelo menos dez serão 100% elétricos. 

Na Europa, o grupo pretende apoiar-se na aliança com Nissan e Mitsubishi para reduzir custos e incrementar a capacidade de desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, o que deve levar à redução dos volumes de produção. 

Liderar o mercado europeu na eletrificação até 2025 é uma das ambições. Está prevista a criação, provavelmente no norte da França, de um novo polo de produção de veículos elétricos com a maior capacidade do grupo em todo o mundo, além de estabelecida uma joint-venture relacionada com o hidrogênio, para atacar o mercado das fuel cells, de forma que a gama de modelos seja a mais “verde” do Velho Continente.

Na marca Renault, a estratégia batizada como “Nouvelle Vague” aponta para o lançamento de quatorze modelos até 2025, sete deles 100% elétricos e outros sete destinados aos segmentos de médios e médio-grandes, mais rentáveis e que passarão a ser o foco principal da marca na Europa. Apesar disso, a próxima grande aposta europeia da marca será um compacto – o relançamento do Renault 5, antecipado pelo Renault 5 Prototype, que pretende representar a própria materialização do plano Renaulution em termos de produto. O protótipo urbano ilustra a pretensão da marca do losango de democratizar o automóvel elétrico na Europa, por meio de uma abordagem moderna de um modelo extremamente popular na sua época.

Na Dacia, a eficiência será incrementada pela redução do número de plataformas utilizadas de quatro para uma. A marca romena lançará sete modelos, incluindo os novos Sandero e Logan e o inédito Spring, que promete ser o mais acessível urbano elétrico da Europa. Também está previsto um novo modelo já antecipado pelo Bigster Concept, protótipo de um SUV de sete lugares com 4,6 metros de comprimento, robusto e espaçoso, feito sobre uma plataforma capaz de acolher motores com energias alternativas e híbridos. 

Já a marca Alpine passa a reunir a Alpine Cars, a Renault Sport Cars e a Renault Sport Racing em uma nova empresa. O fato de a Alpine passar a ser a divisão esportiva do Grupo Renault significa que lhe caberá assegurar a sua representação na Fórmula-1, na qual a equipe do espanhol Fernando Alonso e do francês Estebon Ocon levará o nome de Alpine F1. Está previsto o lançamento de um compacto esportivo Alpine baseado na plataforma CMF-B EV – possivelmente o sucessor do Renault Clio R.S..

Se para a Europa a aposta é nos modelos médios e elétricos, para a América do Sul, as operações continuarão focadas nos compactos com motores convencionais – no Brasil, motores flex, movidos a gasolina ou etanol –, considerados localmente mais viáveis. Este ano, a Renault lançará a reestilização do Captur, que promete elevar expressivamente o padrão de qualidade do SUV compacto. Para os próximos anos, ainda estão previstos o lançamento das novas gerações de Logan e Sandero com motor 1.0 turbo e de um SUV compacto inédito, menor que o Duster.