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CAMINHÃO

Hyundai exibiu o HDC-6 Neptune durante o 'H2 Mobility Energy Show 2020'

O caminhão pesado futurista movido a hidrogênio, deverá ser lançado dentro de três a quatro anos
19/08/2020 09:32 - Luiz Humberto Monteiro Pereira/AutoMotrix


Enquanto em certas partes do mundo a indústria automotiva vive uma espécie de apatia causada pela pandemia do coronavírus, com adiamento de eventos e até de metas ambientais, há países que não pararam de pensar no futuro. No início de julho, aconteceu em Goyang, na Coreia do Sul, o H2 Mobility Energy Show 2020, um “motorshow” especializado em veículos movidos a hidrogênio. Para “fazer bonito” em sua própria casa, a marca sul-coreana Hyundai aproveitou para exibir mais o conceito HDC-6 Neptune, em uma versão mais aprimorada. Apresentado no final de 2019, trata-se de um caminhão para serviços pesados movido a hidrogênio por meio do qual a marca pretende reforçar a sua estratégia futura de mobilidade de zero emissões. Com o novo produto, que deverá ser lançado até 2024, a Hyundai planeia expandir a mobilidade a hidrogênio para o mercado dos veículos comerciais e liderar a transição global para modelos comerciais ecologicamente mais amigáveis.

A Hyundai já deixou claro que pretende acelerar a sua entrada no mercado europeu de caminhões movidos a hidrogénio com o lançamento do Xcient, no início de julho. A marca sul-coreana exportou para a Suíça as dez unidades iniciais do primeiro caminhão pesado movido por célula de combustível produzido em massa do mundo. A proposta é enviar um total de cinquenta unidades do XCient para a Suíça este ano, com as primeiras entregas a clientes previstas para setembro. A Hyundai projeta produzir um total de 1.600 caminhões XCient Fuel Cell até 2025, para atender à crescente demanda de empresas interessadas em reduzir as emissões de carbono por meio de soluções de emissão zero. O XCient é alimentado por um sistema de célula de combustível de hidrogênio de 190 kW. Sete grandes tanques de hidrogênio oferecem uma capacidade combinada de armazenamento de cerca de 32 quilos. Segundo a Hyundai, o alcance por carga completa do XCient é de cerca de 400 quilômetros com um reboque de 34 toneladas, e o reabastecimento completo para cada caminhão leva no máximo vinte minutos. 

A Hyundai não revela as características técnicas do HDC-6 Neptune, porém, adianta que está desenvolvendo um modelo para longas distâncias, capaz de percorrer mil quilômetros com uma única carga, equipado com um sistema de célula de combustível aprimorado, com alta durabilidade e potência. “A proposta da Hyundai é começar a explorar novas oportunidades no mercado de veículos comerciais dos Estados Unidos. A célula de combustível é a tecnologia perfeita para caminhões pesados ​​e serviços de longa distância, devido a sua ampla autonomia, maior carga útil, menor tempo de reabastecimento e, finalmente, com custos operacionais mais baixos. Estamos dispostos a trabalhar com parceiros para estabelecer um ecossistema em torno do hidrogênio para esses veículos”, avisa Edward Lee, diretor da Divisão de Veículos Comerciais da empresa. 

A modernidade o HDC-6 Neptune fica bastante explícita já a partir do próprio design. O protótipo da Hyundai ostenta um desenho dianteiro suave e arredondado, de forma a criar uma estrutura única com o implemento no qual são transportadas as cargas. De acordo com os designers, o estilo saiu dos comboios dos trens aerodinâmicos que operaram de 1936 a 1959 na linha ferroviária central de Nova York, inspirados no movimento Art Deco. Já na cabine, a proposta é oferecer em espaço minimalista, com poucos botões físicos. O painel de instrumentação digitalizado se estende por todo o tablier, que mais parece uma tela sensível ao toque gigantesca. Nas laterais, telas projetam as imagens captadas por câmeras para os retrovisores virtuais.

 
 

Felpuda


Casal de políticos muito conhecido a-do-ra cargos públicos, e, assim, “um puxa o outro” na maratona política, que inclui disputa de mandatos, direção de órgãos e até mesmo nomeações com prerrogativa de não ter de bater ponto. A nova empreitada agora é conquistar uma das prefeituras do interior. Em caso de derrota, é quase certo que os nomes de ambos deverão aparecer no Diário Oficial antes mesmo do fim deste ano.