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TESTE

Nova Harley-Davidson nas graças da galera

A Low Rider S foi criada para atrair o público jovem
10/05/2020 18:13 - Aldo Tizzani, Automotrix, Minuto Motor


 

Uma solicitação dos entusiastas das motos estradeiras – e, por consequência, em sua quase totalidade, fãs da Harley-Davidson – se tornou realidade. O retorno da Low Rider S atendeu a uma insistente demanda do público com perfil mais jovem, que buscava uma moto de fábrica com características típicas das chamadas “Club Bikes” – representadas pelo guidão dirt-track em risers retos, pedaleiras centrais e capa sobre o farol. Tal estilo de motocicleta foi popularizado na série “Filhos da Anarquia” (“Son’s of Anarchy”), sobre um clube de motociclistas do norte da Califórnia, embalada pela música “This Life”, de Curtis Stigers, com a banda The Forest Rangers.

A nova integrante da linha Softail mantém banco solo – como no modelo anterior da família Dyna – e ostenta lanterna de leds, suspensão dianteira invertida e freio com disco duplo na frente. Conta ainda com instrumentação sobre o tanque de combustível – uma característica clássica das Low Rider desde seu lançamento, em 1977 – e rodas de liga leve com acabamento em bronze. Uma moto “vintage” com personalidade radical, que certamente atrairá um público jovem, despojado e disposto a investir em desempenho. O Milwaukee Eight 114, de 1.868 cc, esbanja torque desde as baixas rotações: são 16 kgfm liberados em sua plenitude a partir de 3 mil rpm. Mas faltam o controle de tração e os modos de pilotagem, recursos já adotados na linha Harley-Davidson Touring. O preço sugerido para a Low Rider S é a partir de R$ 74.800.

Impressões ao pilotar

Companheira de estrada

Os pilotos que têm estatura e peso compatível com o brasileiro médio (cerca de 1,75 metro e 80 quilos) podem, inicialmente, estranhar um pouco a ergonomia imposta pela Low Rider S, com seu banco estreito, guidão alto e fechado e pedaleiras mais recuadas. Há uma certa distância do banco para o guidão em sua posição original, causando um certo desconforto no punho direito na primeira vez em que se pilota a Low Rider S. Com ajustes no ângulo e na distância do guidão e o piloto, a ergonomia melhora muito e a dor no punho simplesmente desaparece. No primeiro contato – quatro voltas na pista do Haras Tuiuti –, deu para sentir saudade das power cruiser FXDR 114 e das antigas V-Rod e Night Rod Special. Porém, se faltou uma maior sintonia entre homem e máquina em termos de conforto, sobrou torque do motor e ciclística ajustada, tudo bem amarrado pelo chassi duplo berço.

Já na estrada, a Low Rider S pareceu uma moto completamente diferente. A postura sobre a clássica moderna da Harley-Davidson foi melhorada e, consequentemente, o nível de conforto aumentou. A posição de pilotagem estava mais relaxada, pois a marca fez alguns ajustes no guidão, recuado em direção ao piloto. Com mais confiança sobre a moto, o desempenho também melhorou, e muito! A Low Rider S se revela uma das Harley-Davidson mais prazerosas de se pilotar, pelo estilo, pela agilidade e, acima de tudo, pela instantânea entrega de torque e potência do motor. 

O Milwaukee Eight 114, de 1.868 cc, é realmente uma usina de força. Em função do ângulo de cáster recuado, a moto é divertida nas saídas de curvas, principalmente quando o motociclista gira o acelerador com vontade. Em uma retomada vigorosa, o piloto “cola” no banco. Releitura dos modelos anos 80 e 90, a Low Rider S transmite boa dose de esportividade e dá até para raspar as pedaleiras no asfalto nas curvas mais fechadas. A suspensão invertida na dianteira, aliada aos discos duplos e roda aro 19 polegadas e cinco raios, oferece equilíbrio, agilidade e segurança. 

O mesmo pode ser dito em uma condução urbana, na qual a moto se torna prazerosa para se trafegar entre os carros. Sua entrada e saída de curvas são fáceis e não exigem esforço, assim como os freios com pinça com quatro pistões na dianteira e dois na traseira, associado ao ABS, param a moto com extrema eficiência. Para quem está acostumado a pilotar uma Harley-Davidson, é uma grata surpresa. O posicionamento do painel sobre o tanque, apesar de clássico e seguir o estilo das Low Rider do passado, incomoda um pouco, já que o piloto precisa baixar a cabeça para buscar as informações tanto do velocímetro quanto do tacômetro, que também sofrem reflexos do Sol em um dia mais claro. 

 

Felpuda


As definições no que se relaciona aos nomes para a disputa eleitoral vêm ocorrendo aqui e acolá. Pré-candidato que sonha comandar cidade o interior poderá deixar de ver o seu sonho realizado. É que o dito-cujo terá de enfrentar as lembranças de rumoroso caso que se tornou escândalo depois da denúncia de uma servidora. Há quem garanta que é só a campanha começar para a história ser contada capítulo por capítulo. Afe!