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RETROSPECTIVA

2020 foi o ano em que o mercado automotivo brasileiro quase parou devido à pandemia

O Brasil “meteu o pé no freio” em março, o que não impediu um recorde de lançamentos
04/01/2021 14:35 - Daniel Dias/AutoMotrix


O mundo ficará marcado para sempre em 2020 como o ano em que tudo começou de novo. Como um dispositivo de informática sendo reiniciado, o planeta atravessou o “tsunami” da Covid-19, um vírus que apareceu provavelmente na China ainda no final de 2019. 

A pandemia do novo coronavírus se espalhou nos primeiros meses deste ano e despencou no Brasil na metade de março, provocando o isolamento da população, a paralisação de diversas atividades econômicas, muita gente infectada e mortes aos milhares. E o mercado automotivo nacional também embarcou no pandemônio de desconfianças, medo e incertezas, sem uma luz no fim do túnel.

Já os primeiros resultados vindos em abril mostravam nos carros e comerciais leves – os dois segmentos com maior volume de emplacamentos sobre quatro rodas – uma queda de 192.639 unidades comercializadas em fevereiro para 155.810 em março e de 21,9% negativos em relação ao terceiro mês do ano anterior. O panorama ficaria ainda mais apavorante em abril de 2020, com as vendas caindo para 51.362 nos dois segmentos e um tombo de 76,7% ante ao mesmo intervalo de 2019. 

Com a produção praticamente parada, os novos negócios se limitavam ao estoques de veículos nas montadoras e nas concessionárias, que partiam para o fechamento total ou com vendas online, sempre seguindo rígidos protocolos de isolamento e sanitário nas fábricas e nas lojas. O mercado brasileiro só reagiria com uma positividade mais efetiva em junho, com os emplacamentos subindo para 122.772 unidades.

No entanto, depois de uma repentina parada de todas as atividades em março e abril, vieram então as chamadas “lives”, com lançamento de carros via internet. Gradativamente, as vendas de automóveis foram retomando padrões mais próximos à normalidade. 

Até agora, novembro foi o melhor mês de vendas do ano – foram emplacados 214.265 automóveis e comerciais leves, 4,4% a mais do que em outubro. O resultado, no entanto, foi 7,2% inferior ao do mesmo mês de 2019. 

Segundo algumas marcas, além da crise econômica, a falta de componentes está prejudicando a retomada das vendas. No acumulado de 2020, os emplacamentos de automóveis no Brasil devem atingir uma retração de cerca de 25% em relação aos números de 2019.