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TESTE

Renault Duster Iconic, o queridinho da marca, renovado e mantendo a tradição

Teste com o SUV mais famoso da Renault, e na versão mais completa do modelo
13/09/2020 15:18 - Leandro Gameiro


Lançado em 2011, O Duster tem sido sucesso desde então. O SUV sempre está no ranking dos mais vendidos, inclusive, neste ano chegou a ser líder de vendas em algumas regiões. Em março, o Duster foi renovado, com design mais encorpado, robusto e interior novo. Os faróis apresentam a assinatura luminosa característica da gama Renault, com luzes diurnas de LED em formato de “C”. O novo para-choque se associa às linhas do capô. Mais aerodinâmico, o modelo reduziu o ângulo do para-brisa e aumentou sua linha de cintura, diminuindo assim a área envidraçada.

No interior, melhor ergonomia e novos instrumentos para acompanhar as mudanças, assim como a central multimídia Easy Link de 8”, os bancos com novas espumas e novo revestimento, o sistema de ar-condicionado e uma série de materiais que compõem o design do veículo.

O Renault Duster vai bem em qualquer tipo de terreno, urbano ou off-road. Com os maiores ângulos de entrada (30°) e saída (34°5’) do segmento e a maior altura do solo (237 mm), o modelo encara obstáculos com facilidade. Vale lembrar que agora não tem mais a versão 2.0 nem a com tração 4x4. Com o maior porta-malas da categoria, 475 litros, o SUV oferece um amplo espaço interno.  

Mais moderna e tecnológica, a nova central multimídia permite ser ajustada para até cinco usuários, e conecta com Android Auto e Apple CarPlay, por meio de cabo. Pela central multimídia também é possível visualizar imagens das quatro câmeras do novo sistema Multiview, que permite enxergar os quatro lados do veículo para auxiliar em situações off-road. Trazendo mais segurança, o Duster também tem alerta de ponto cego e o sensor crepuscular, para acendimento automático dos faróis. Mas nem tudo são flores: o SUV vem só com dois airbags frontais, enquanto temos concorrentes com seis ou, pelos menos, quatro almofadas, como o Kwid, modelo abaixo do Duster.

O veículo tem quatro versões: Zen, Zen CVT X-Tronic, Intense CVT X-Tronic e Iconic CVT X-Tronic. Com preços sugeridos a partir de R$ 75.890, podendo ultrapassar os R$95 mil na versão topo de linha, que foi a que avaliamos. O motor 1.6 SCe, desenvolvido pela Renault Tecnologia Américas (RTA) e produzido no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, tem maior desempenho, deixando o carro mais gostoso de guiar. O propulsor traz duplo comando de válvulas variável na admissão, proporcionando bom desempenho mesmo em baixas rotações. O motor é flex, atingindo com etanol a potência máxima de 120 cv; o torque é de 16,2 kgfm, acoplado a uma transmissão CVT, que simula 6 marchas, maximizando o conforto para quem dirige.

Na teoria, tudo está perfeito, mas, na prática, o Duster foi bem? Rodamos mais de 400 km com o modelo, entre cidade e estradas de asfalto e terra. O novo multimídia é bem moderno e funcional. O conforto a bordo oferece um bom espaço e ótima ergonomia, mas o ruído interno é notável em baixas e altas rotações, invadindo a cabine, fazendo ouvir o ronco do motor e o câmbio CVT em ação. E já que estávamos em uma versão topo de linha, vale dizer que o acabamento poderia ser melhorado, pois, comparado com uma versão abaixo, não se nota diferença. E, se comparado com alguns concorrentes, como Ford Ecosport, Jeep Renegade, Nissan Kicks, Hyundai Creta e o recém-chegado VW Nivus, o interior deixa a desejar.  

Rodamos com o Duster abastecido com etanol e o consumo foi um destaque positivo: na cidade ficou na casa dos 8,5 km/l, e na estrada passou dos 11 km/l. O espaço no porta-malas é outro ponto positivo, pois, quando os bancos são reclinados, tem espaço de sobra. As quatro câmeras são bem úteis, tanto para baliza quanto para transpor um desafio, como ponte estreita ou valetas, podendo ser ativada em movimento, desde que em baixa velocidade. Realmente é um carro “justo”, mas o fato de ter apenas dois airbags é lamentável. A Renault deveria melhorar, já que o Kwid, modelo de entrada, oferece airbags frontais e laterais. O sensor de ponto cego e o controle de tração e estabilidade estão inclusos nessa versão, assim como a chave presencial e partida no Bot&atild. No site, vimos que a versão avaliada tem alguns acréscimos, como cor, bancos em couro sintético e Outsider Pack, os plásticos que deixam ele com visual mais robusto e aventureiro, chegando a R$ 100.540. 

 
 
 
Novo Duster fez 11 km/l com o litro de etanol na estrada - Leandro Gameiro

Felpuda


Esforços vêm sendo feitos por certos candidatos derrotados na tentativa de conseguir emplacar em cargos públicos comissionados alguns ex-integrantes das equipes de trabalho da campanha eleitoral.

A preocupação não seria, na realidade, com situação de dificuldades que essas pessoas enfrentariam a partir de agora, mas, sim, para livrarem-se de pagar pendências trabalhistas referentes ao período da disputa. Tem cada uma!