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TESTE DA SEMANA

Versão “top” Griffe do 208, faz parte da estratégia da Peugeot para tentar voltar ao “top 10” do mercado nacional

A modernidade do estilo e as tecnologias contrastam com o motor 1.6 16V Flex
23/01/2021 09:00 - Luiz Humberto Monteiro Pereira/AutoMotrix


O lançamento nacional do novo 208, que aconteceu em setembro, é parte fundamental da estratégia da Peugeot para tentar voltar ao “top 10” do mercado nacional. O mais novo Peugeot já vende cinco vezes mais que a geração anterior do 208 vendia antes da pandemia e supera os emplacamentos de todos os outros modelos da marca somados – os crossovers 2008, 3008 e 5008 e os furgões Expert, Boxer e Partner.

A linha 2021 do 208 vendido no Brasil é produzida em El Palomar, na Argentina – a fábrica de Porto Real (RJ), onde era feita a geração anterior, deverá ser destinada ao futuro utilitário esportivo 1008 e a modelos da Citroën. 

A carroceria do novo 208 é sutilmente mais longa, mais larga e mais baixa em comparação à de seu antecessor. A dianteira exibe elementos da nova assinatura visual da Peugeot na parte inferior – lá está o “olhar felino” expresso pelos faróis e o “dente de sabre” formado pela iluminação diurna full-led. 

A ampla grade ostenta o indefectível logotipo do leão boxeador ao centro. A traseira evoca as dos utilitários esportivos 3008 e 5008. Nela, um acabamento em black piano se estende por toda a largura da tampa do porta-malas, como uma “ponte” unindo as lanternas dotadas de elementos luminosos que insinuam três “garras”.

 O primeiro i-Cockpit – com seu volante pequeno e o painel de instrumentos elevado – surgiu junto com o primeiro 208, no início de 2012. Alastrou-se por toda a linha Peugeot e tornou-se um símbolo da marca. O atual 208 incorpora uma nova geração do i-Cockpit, batizada como i-Cockpit 3D, que adiciona um cluster em três dimensões ao ambiente dominado pelo volante Sport Drive. No novo cluster, que dispõe de tecnologia holográfica em três dimensões, algumas informações aparecem projetadas em destaque, mais à frente do visor principal. E a central multimídia “touchscreen” tem tela de 7 polegadas. 

A linha 2021 do 208 marca a estreia da produção de hatches na plataforma CMP (Common Modular Platform), uma das mais modernas do Groupe PSA. Ela permite a introdução de inovações tecnológicas de assistência à direção, à segurança e à comodidade do Peugeot Driver Assist – todas exclusivas da versão Griffe. 

A configuração “top” do 208 traz de série sistemas como alerta de colisão, frenagem de emergência, alerta e correção de mudança de faixa, auxílio de farol alto, reconhecimento de placas e de limite de velocidade exibido no painel de instrumentos e carregamento de smartphone “wireless”. 

O 208 Griffe incorpora ainda requintes como teto de vidro panorâmico, rodas de liga leve de 16 polegadas diamantadas, escapamento cromado, ar-condicionado automático digital, volante multifuncional em couro, bancos em Alcântara, chave keyless, partida do motor por botão, faróis full-led e assistente de estacionamento VisioPark 180 graus. Um pacote amplo, que ajuda a justificar os “salgados” R$ 96.990 cobrados pelo 208 Griffe.

No entanto, nem tudo inspira modernidade no novo 208. Todas as versões são movidas por um motor 1.6 16V flex da mesma família do 1.6 8V dos primeiros 206 nacionais, lançados há vinte anos. Ele atua associado a uma transmissão automática sequencial de 6 marchas e, com etanol, desenvolve 118 cavalos de potência e 15,5 kgfm de torque. 

Embora mais antigo, o 1.6 16V oferece mais potência e torque em comparação ao 1.2 Puretech aspirado bicombustível que movia a versão anterior produzida até o final do primeiro semestre do ano passado em Porto Real, que entregava 84 cavalos e 12,2 kgfm na gasolina e 90 cavalos e 13 kgfm no etanol. 

Todavia, quem acompanhou o lançamento do 208 na Europa certamente esperava que o novo carro viesse para o Brasil com o moderno propulsor da versão europeia, um 1.2 turbo com até 130 cavalos de potência e 20,4 kgfm de torque. A opção da Peugeot por equipar o novo 208 com um motor de concepção antiga resulta em um “efeito colateral” explicitado na avaliação de consumo e emissões do Inmetro, afixada no para-brisa do carro. Nela, aparece a informação de que o modelo recebeu um conceito “D” na categoria de hatches compactos, na escala de “A” até “E”. O selo do Programa Brasileiro de Etiquetagem atesta que o consumo do 208 flex na cidade fica em 7,5 km/l com etanol e em 10,9 km/l com gasolina. Na estrada, os consumos aferidos foram de 9 km/l com etanol e de 13,1 km/l com gasolina.