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TESTE DRIVE

Em duas versões no mercado brasileiro, a “top” Titanium é a mais equipada do Territory

A Ford importa da China para brigar no lucrativo segmento de utilitários esportivos médios
26/12/2020 08:00 - Luiz Humberto Monteiro Pereira/AutoMotrix


Como a pandemia da Covid-19 tornou a recuperação da lucratividade uma questão de sobrevivência para o setor automotivo, a Ford resolveu finalmente entrar nessa briga e, em agosto, trouxe da China o Territory. O novo SUV médio da marca do oval azul desembarcou em duas versões: a SEL e a “top” Titanium. Ambas usam um motor turbinado 1.5 EcoBoost a gasolina que gera 150 cavalos e torque de 22,9 kgfm. A transmissão automática CVT tem 8 marchas simuladas e opção de trocas manuais. 

O Territory foi desenvolvido em parceria com a Jiangling Motors Corporation (JMC) e é produzido na fábrica chinesa de Xiaolan. A inspiração dos designers no visual do Land Rover Evoque é indisfarçável. As similaridades com o modelo inglês se evidenciam na silhueta, na qual se destacam o entre-eixos longo, a traseira curta e o perfil dinâmico, com coluna traseira pintada de preto para dar um aspecto “flutuante” ao teto com caimento na parte posterior, à moda dos cupês. 

Já os detalhes remetem ao atual design de SUVs da Ford, como a característica grade dianteira trapezoidal, os faróis, as luzes diurnas e as lanternas de leds, que reforçam a assinatura luminosa da marca norte-americana. As caixas de rodas protuberantes e os apliques na parte inferior dos para-choques explicitam a robustez, e o nome “Territory” é ostentado em grandes letras cromadas na tampa traseira. Por fora, a versão Titanium se diferencia pelo teto pintado de preto, pelas rodas de liga leve de 18 polegadas com pneus 235/50 R18, pelas maçanetas cromadas e pelos retrovisores com rebatimento elétrico.

Com 1,93 metro de largura (sem espelhos), comprimento de 4,58 metros e distância de entre-eixos de 2,71 metros – a maior da categoria de SUVs médios no Brasil –, o Territory pretende ser generoso em espaços para os passageiros. A versão Titanium tem interior claro, parcialmente em tecido que imita couro. Apliques de textura amadeirada buscam reforçar o requinte. 

A central multimídia Sync Touch tem tela de 10,1 polegadas. O carregador sem fio para celular no console permite dois modos automáticos de carregamento. O aplicativo FordPass possibilita usar o smartphone para trancar e destravar portas, dar partida acionando o ar-condicionado, checar a pressão dos pneus e o nível de combustível e localizar o veículo remotamente.

Em termos de segurança, o SUV médio da Ford traz de série seis airbags, controle eletrônico de estabilidade e tração AdvanceTrac, assistente de partida em rampa, sensor de monitoramento de pressão dos pneus e freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD. 

A versão Titanium agrega câmera de 360 graus com visualização panorâmica, que viabiliza acompanhar tudo em torno do veículo para aumentar a segurança. Também é de série na versão o piloto automático adaptativo com stop&go – seleciona a velocidade e quatro níveis de distância do veículo à frente. Alertas de colisão frontal com frenagem automática, de saída de faixa e de ponto cego, estacionamento automático e faróis com acendimento automático são outros equipamentos da versão. 

O Territory Titanium é oferecido por R$ 197.900, qualquer que seja a cor. Não há opcionais. Já a versão SEL sai por R$ 179.900, exatos R$ 18 mil a menos que a topo de linha. De agosto a novembro, o SUV médio da Ford emplacou 1.223 unidades, média de 306 vendas a cada mês.