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VEÍCULOS PESADOS ELÉTRICOS

Volvo faz tomada de decisão para o próximo ano na Europa com nova oferta de caminhões elétricos

A produção dos modelos semipesados FL Electric e FE Electric foi iniciada no ano passado
19/11/2020 08:38 - Luiz Humberto Monteiro Pereira/AutoMotrix


No próximo ano, os transportadores europeus já poderão encomendar versões 100% elétricas dos caminhões pesados Volvo FH, FM e FMX. Há poucos dias, a Volvo Trucks anunciou o início dos testes de campo com os caminhões elétricos pesados em operações de transporte regional e construção urbana na Europa. Os veículos têm PBT de 44 toneladas e, conforme a configuração de baterias, a autonomia pode chegar a 300 quilômetros. As vendas se iniciarão já próximo ano, com produção em série em 2022.  “Ao ampliar rapidamente nossa oferta de caminhões pesados elétricos, queremos ajudar nossos clientes e seus embarcadores a alcançarem seus ambiciosos objetivos de sustentabilidade. Estamos determinados a continuar direcionando nossa indústria rumo a um futuro sustentável”, avisa Roger Alm, presidente da Volvo Trucks. O executivo comandou as operações da fabricante sueca de veículos comerciais no Brasil por cinco anos, de 2009 a 2014, quando deixou o cargo para assumir a presidência da divisão na Europa. Em janeiro de 2019, tornou-se presidente global da Volvo.

A Volvo Trucks iniciou a produção dos modelos semipesados FL Electric e FE Electric no ano passado. São caminhões elétricos disponíveis na Europa para operações de distribuição urbana e transporte de resíduos sólidos. Na América do Norte, as vendas do VNR Electric, um caminhão para transporte regional, terão início agora em dezembro. Na América Latina, ainda não há um plano com datas para a introdução de caminhões elétricos. De acordo com a Volvo, veículos elétricos para operações pesadas, de longa distância, serão ofertados em poucos anos. Serão caminhões elétricos com baterias e caminhões elétricos movidos com células de combustível a hidrogênio, com um alcance maior, que deverão estar à venda na segunda metade desta década. O objetivo da marca sueca é que toda a sua gama de produtos esteja livre de combustíveis de origem fóssil até 2040. Em abril deste ano, a fabricante sueca anunciou uma joint venture com a alemã Daimler para desenvolvimento de motorizações com células de combustível.

“Para reduzir o impacto do transporte no clima, precisamos fazer uma transição rápida dos combustíveis fósseis para alternativas como a eletricidade. Mas as condições para fazer essa mudança e o ritmo da transição variam bastante entre diferentes transportadores e mercados, dependendo de muitas variáveis, como incentivos financeiros, acesso a infraestrutura de carregamento e o tipo de operação de transporte”, explica Alm. Segundo o executivo, a maior parte das empresas de transporte efetuará a transição para a operação elétrica por fases. Na prática, muitas terão uma frota mista, com caminhões movidos por diferentes combustíveis durante algum tempo ainda. “Nossos clientes poderão optar por versões diferentes de um mesmo modelo, com opções a diesel, a gás e elétrico. Em todas, o ambiente do condutor, a confiabilidade e a segurança atendem a altos requisitos. Os motoristas se sentem rapidamente familiarizados para operar de forma segura e eficiente, independentemente do combustível utilizado”, diz Alm.

Para a Volvo, a transição para um transporte mais sustentável precisa ser gradual, para garantir rentabilidade e produtividade às empresas de transporte. “Nossa principal missão agora é facilitar a transição para veículos elétricos. Nossa estratégia passa por disponibilizar soluções amplas, que incluem o planejamento de rotas, veículos com especificação correta, estrutura de recarga, financiamento e serviços. A Volvo e seus concessionários têm um compromisso de longo prazo com nossos clientes. E agora isso será mais importante do que nunca”, finaliza o presidente da Volvo Trucks.

 
 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!