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TEST DRIVE

VW Nivus: o SUV coupê mais em conta e justo do mercado, e ainda cheio de tecnologia

Agrada ao público tanto pelo visual quanto pela direção, e custa a partir de R$ 92.440
13/02/2021 10:51 - Leandro Gameiro


O VW Nivus cumpre o seu papel, não é um SUV legítimo, com chassis e tração 4x4, mas no mundo moderno, e com tantas categorias, às vezes ficamos perdidos.

A categoria do Nivus é mais conhecida em marcas luxuosas, como Audi, Mercedes, BMW e Lamborghini, mas a VW inovou e fabricou um modelo acessível, bonito e com powertrain confiável.

Quando foi lançado com preços a partir de R$ 85 mil, não teve para ninguém. O primeiro lote foi vendido em menos de sete minutos – tudo foi on-line, por conta da pandemia. O sucesso continua, mesmo custando a partir de R$ 92.440. E para quem tem interesse em comprar, tem fila de espera.

O modelo avaliado

O Nivus testado foi na versão de entrada Comfortline na cor prata, o que acresce R$ 1.570, e com pacote VW Play & Tech, que aumenta mais R$ 3.810. A palavra que define este modelo é: justo!

Custando pouco mais de R$ 97.000, ele cumpre o seu dever, oferecendo bom espaço. A multimídia é um charme a parte, muito interativa, rápida e fácil de mexer. O modelo utiliza a mesma plataforma do Polo, assim como o motor, câmbio e outras peças. O acabamento interno segue o padrão da marca, um pouco de ruído interno, mas a gente se acostuma.

Um detalhe bacana no Nivus é que mesmo a versão de entrada já vem com alerta de frenagem de emergência e seis airbags. O modelo avaliado veio com o pacote Play & Tech, incluindo ACC, que é o controle adaptativo de cruzeiro. O que é isso? Nada mais que o piloto automático, que reduz a velocidade automaticamente quando detecta um carro mais devagar na frente, e caso o carro saia da frente, ele volta para a velocidade que estava programada, e inclui também o “AEB”, sistema autônomo de frenagem de emergência anticolisão frontal, que atua até 50 km/h. O pacote ainda inclui a multimídia interativa de 10.

O conjunto mecânico

O motor é 1.0, três cilindros, turbo, com injeção direta, podendo gerar até 128 cv de potência com 20,4 kgfm de torque, acoplado em um câmbio automático de seis velocidades. A direção é leve e elétrica progressiva, aquela que vai endurecendo conforme a velocidade. Vale dizer que o Nivus é somente tração dianteira. Tem a velocidade máxima limitada em 189 km/h e faz de 0 a 100 em 10 segundos, o que é bom para um carro que pesa 1.199 kg e mede 4 metros e 26 centímetros.  

Impressões ao dirigir  

De fato, ele parece pequeno, mas é só impressão. Ele acomoda bem quatro passageiros, mais bagagem. Acelera bem e freia muito bem, afinal, o freio é a disco nas quatro rodas. O seu porta-malas é bom, cerca de 415 litros para acomodar as bagagens. Rodamos cerca de 800 quilômetros com o VW Nivus Comfortline, 200 km em trechos urbanos e 600 km de estrada, sendo 25 km sem asfalto.

O carro estava abastecido com etanol, então os primeiros quilômetros foram assustadores, pois o consumo não passou dos 6,5 km/l na cidade. A segunda “tanqueada” foi na gasolina, pois ia pegar estrada.

A primeira impressão é que o carro vai muito bem, a segunda, ele freia bem também e a terceira é que o consumo melhorou muito, chegou a fazer 16 km/l, mas, no fim, o computador de bordo já estava marcando 11,5 km/l, então consideramos essa a média da avaliação.

Na estrada de terra o SUV vai bem, mas vale destacar que não tem tração 4x4 e o acabamento interno poderia ser melhor, mas a gente acaba se acostumando com a “escola de samba”. Um mal que a marca ainda não conseguiu vencer, com exceção nos carros mais luxuosos, como Passat e Touareg, que não vendem mais no Brasil. Interessante notar que desde a versão de entrada, ele já tem saída de ar-condicionado para quem vai no banco traseiro e saída USB, e mesmo na versão highline, não tem ar digital.  

Vale a pena?

Sempre falo, o carro que vale a pena é aquele que cabe no seu bolso e te serve. Com certeza, o Nivus tem mais pontos fortes do que pontos fracos e vale o teste drive. Eu curti muito o carro, com exceção dos barulhos, mas como disse, a gente se acostuma.