Cidades

Alcinópolis

Acusação quer levar ex-prefeito a júri popular

Acusação quer levar ex-prefeito a júri popular

MICHELLI ROSSI

18/01/2012 - 00h02
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A assistência de acusação na ação penal contra o prefeito afastado de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR), apontado como mandante do assassinato do vereador e presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, Carlos Antônio Costa Carneiro (PDT), pediu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a revogação do segredo de justiça decretado no processo.

A denúncia apresentada pela Procuradoria Geral de Justiça contra o prefeito foi recebida na semana passada pela Seção Criminal do TJ-MS, marcando o início da ação criminal. Por ser prefeito, Manoel Nunes tem foro privilegiado, sendo processado e julgado somente pelo tribunal. O processo contra os demais envolvidos no crime tramita pela 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Segundo o advogado Ricardo Trad, contratado pela família da vítima para atuar como assistente de acusação no caso, em apoio ao Ministério Público Estadual, também poderá haver a abertura de pedido de impeachment contra o prefeito afastado Manoel Nunes. "Entendemos que após aceitar a denúncia, é possível realizar a abertura de procedimento de impeachment contra o prefeito de Alcinópolis. Essa recomendação será dada ao atual prefeito (interino) de Alcinópolis e pai do vereador assassinado, Alcino Carneiro", informou Ricardo Trad.

Sobre a interrupção do sigilo no processo, o advogado comentou: "Isso não é mais necessário. As coisas devem ser colocadas às claras para a população ter ciência dos fatos".

 Processo

Depois de acatada a denúncia contra Manoel Nunes, a defesa tem agora prazo para pronunciar-se e então uma nova audiência com testemunhas de defesa e de acusação será realizada, "provavelmente no próximo mês", explicou o advogado.

Feita a audiência, o processo será encaminhado para o Ministério Público para alegações finais e então a sentença de pronúncia. Caso o prefeito ainda esteja afastado temporariamente do cargo, deve ser julgado em foro privilegiado por colegiado, no em Tribunal de Justiça, em segunda instância. Na hipótese do pedido de impeachment ser realmente aberto e aprovado, o julgamento deverá ocorrer no Tribunal do Júri, em primeira instância.

 O crime

O vereador Carlos Carneiro foi assassinado na manhã de 26 de outubro de 2010, com três tiros. O crime ocorreu na Rua Guia Lopes, região central de Campo Grande, ao lado do Hotel Vale Verde. Para a polícia os acusados revelaram que o crime foi encomendado e que receberiam R$ 20 mil para matar o presidente da Câmara Municipal.

Irineu Maciel, de 37 anos, e Aparecido Souza Fernandes, 34 anos, foram indiciados como autores, já que foram presos em flagrante pouco depois de matarem o vereador. Já Valdemir Valsan é apontado como intermediador do crime. O prefeito seria o mandante do crime por motivações políticas.

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Modernização

Polícia Civil de MS usará WhatsApp para intimações

O uso da tecnologia tem como objetivo agilizar as investigações e reduzir os custos com deslocamentos. A mensagem será padronizada e incluirá o brasão da Polícia Civil de MS.

22/11/2024 14h30

Foto ilustração de um boletim de ocorrência

Foto ilustração de um boletim de ocorrência Fotos: PCPR/ Divulgação

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Com o objetivo de reduzir custos com deslocamentos e agilizar investigações, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul passará a enviar notificações via WhatsApp. A medida, que promete mudar a forma de abordagem da instituição, foi publicada nesta sexta-feira (22) no Diário Oficial do Estado.

De acordo com o texto, a mensagem de notificação deverá conter endereços eletrônicos e números de telefone celular que comprovem o funcionamento do aplicativo.

Para garantir maior credibilidade às notificações, as delegacias deverão informar o número oficial utilizado e adotar uma foto padronizada da unidade policial, contendo o brasão oficial da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

As mensagens enviadas deverão incluir no texto o nome, cargo e matrícula do policial responsável, além do número do Boletim de Ocorrência, a unidade policial, o teor da comunicação e, em caso de necessidade de comparecimento, o endereço, data e horário.

O site oficial da Polícia Civil manterá uma lista das delegacias do estado e seus números de telefone para comunicação via WhatsApp, além de alertar que a PCMS não solicita dados pessoais, bancários ou sigilosos por meio de correio eletrônico, redes sociais ou aplicativos de mensagens.

O cumprimento do ato realizado por WhatsApp será documentado por meio de certidão, que detalhará a data e o meio utilizado para informar o destinatário sobre o teor da intimação.

A norma que entrará em vigor segue o que foi estabelecido no termo de cooperação mútua assinado em 2022 entre o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).

A intimação pelo WhatsApp será considerada realizada no momento em que o aplicativo indicar que a mensagem foi lida, ou quando, por qualquer outro meio idôneo, for possível confirmar que a parte tomou ciência da notificação.

Caso o intimado, após ser cientificado do ato, deixe de comparecer à Delegacia de Polícia sem justificativa, será realizada uma nova tentativa de intimação.

 

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AGRO

Ladrões vendiam gado roubado em leilão e acabam presos

126 cabeças de gado furtadas e remarcadas foram avaliadas em aproximadamente R$ 400.000

22/11/2024 13h30

Lote foi apreendido e devolvido à vítima

Lote foi apreendido e devolvido à vítima Foto: Divulgação

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Abigeato (DELEAGRO), recuperou nesta sexta-feira (22), um lote de 19 vacas e 8 bezerros proveniente de furto. O gado, que havia sido roubado de uma pequena propriedade rural, foi vendido ilegalmente em um leilão clandestino em Campo Grande, no dia 13 de novembro. 

Segundo a DELEAGRO, os animais foram encontrados no local do leilão ainda com as marcas antigas da vítima, junto das marcar recentes da propriedade que enviou o gado. Após a identificação dos gados, o lote foi apreendido e devolvido à vítima. 

Ainda em investigações sobre furto dos animais, a polícia civil, junto da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), apreenderam outras 92 cabeças de gado remarcadas de forma irregular em uma propriedade em Rio Verde de Mato Grosso. Além destes, a fazenda também possuia 7 animais sem qalquer identificação da propriedade, marcas, ou divisas

Em interrogação ao único funcionário da propriedade presente no local, ele confessou ter remarcado os animais encontrados, sob justificativa de tentar encobrir algumas cabeças de gado que havia "perdido" e não queria que seu patrão descobrisse. 

De acordo com a DELEAGRO, ao todo, as 126 cabeças de gado devolvidas às vítimas estão avaliadas em aproximadamente R$400.000,00.  A Polícia Civil deve continuar as investigações em busca de mais envolvidos ou beneficiários dos leilões. 

Confira: 

 

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