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Experiência mostra que bullying altera composição química do cérebro

Experiência mostra que bullying altera composição química do cérebro

Estadão

10/04/2011 - 01h33
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Uma pesquisa com ratos da Universidade de Rockefeller, nos Estados Unidos, descobriu que o bullying persistente tem efeitos não apenas na autoestima, como na composição química do cérebro daqueles que sofrem a agressão. Os resultados do estudo mostraram que os ratos que foram vítimas de bullying desenvolveram, além de um nervosismo pouco comum perto de novas companhias, uma maior sensibilidade à vasopressina, um hormônio ligado a uma variedade de comportamentos sociais.

Segundo os pesquisadores, as descobertas sugerem que o estresse social crônico afeta o sistema neuro-endócrino, fundamental para comportamentos sociais como o cortejo, ligação entre pares e comportamento paternal. Mudanças nos componentes desses sistemas implicam em desordens como fobias sociais, depressão, esquizofrenia e autismo, afirmam os pesquisadores. Assim, as descobertas do estudo sugerem que o bullying pode contribuir para o desenvolvimento de ansiedade social de nível molecular a longo prazo.

Para realizar o estudo, os pesquisadores desenvolveram um cenário que simula um pátio escolar onde um pequeno rato é colocado em uma jaula com diversos ratos maiores e mais velhos, que vão sendo substituídos a cada dez dias. Como os ratos são animais territoriais, cada nova chegada ocasionava uma briga, que era sempre perdida pelo novo ocupante da jaula.

Após a briga, os pesquisadores separavam os animais fisicamente com uma grade que permitia ainda que o animal perdedor visse, ouvisse e sentisse o cheiro do outro, criando uma experiência de estresse.

Depois de um dia de descanso, o rato perdedor, que passou por essa situação de estresse extremo, era colocado na presença de um outro rato não ameaçador. Nesta situação o rato vítima de bullying era mais relutante na hora de interagir com outros ratos. Eles também desenvolveram uma tendência a "congelar" em um lugar por tempos mais longos e frequentemente demonstravam estar avaliando riscos em relação a seus colegas de jaula. Todos esses comportamentos indicam medo e ansiedade.

Os pesquisadores então passaram para a análise do cérebro desses ratos, particularmente da parte do meio do córtex pré-frontal que é associada ao comportamento social e emocional. Eles descobriram que a expressão dos receptores de vasopressina havia aumentado, tornando os ratos mais sensíveis a esse hormônio, que é encontrado em altos níveis em ratos com distúrbios de ansiedade.

Os pesquisadores também deram para um grupo de ratos um medicamento que bloqueia os receptores de vasopressina, o que controlou o comportamento ansioso de diversos ratos vítimas de bullying.

A pergunta que ainda precisa ser respondida é por quanto tempo duram os efeitos do bullying no cérebro. Embora ainda não haja uma resposta certa, os pesquisadores afirmam que há evidências de que traumas psicológicos ocorridos no início da vida podem continuar afetando uma pessoa por toda a vida.

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Apple anuncia que recursos melhorados de IA para Siri serão adiados até próximo ano

Vendas de iPhone no trimestre encerrado em dezembro de 2024, um período importante, caíram quase 1% em relação ao ano anterior

07/03/2025 23h00

A Apple anunciou em junho a sua IA, a Apple Intelligence

A Apple anunciou em junho a sua IA, a Apple Intelligence Reprodução

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A Apple anunciou que está adiando uma atualização para a Siri, seu sistema de assistente pessoal, que será aprimorada com inteligência artificial (IA). A empresa, que tem enfrentado quedas nas vendas de iPhones nos últimos meses, informou nesta sexta-feira, 7, que levará mais tempo do que o esperado para tornar a Siri mais personalizada e capaz de realizar ações para o usuário dentro e entre aplicativos.

"Vai levar mais tempo do que pensávamos para entregar esses recursos, e esperamos lançá-los no próximo ano", disse a empresa O atraso segue recentes esforços da Apple para tornar a Siri mais conversacional, além da adição de integração com o ChatGPT da OpenAI, acrescentou a empresa.

Em setembro, a Apple apresentou uma nova geração de iPhones que coloca a IA na linha de frente para atrair novos consumidores por meio de novos recursos da tecnologia. Essas ferramentas, que estão sendo chamadas de 'Apple Inteligence' pela empresa, em uma brincadeira com a sigla de inteligência artificial em inglês (AI, de Artificial Intelligence), devem incluir um assistente de voz Siri aprimorado e uma variedade de recursos de geração de texto e edição de fotos.

A empresa de Cupertino, Califórnia, relatou recentemente que as vendas de iPhone no trimestre encerrado em dezembro de 2024, um período importante, caíram quase 1% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 69,1 bilhões, abaixo dos US$ 70,7 bilhões projetados pelos analistas, de acordo com a FactSet.

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