Política

ENTREVISTA

TRE prevê apuração em tempo recorde em Mato Grosso do Sul

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, Paschoal Carmello Leandro, esclarece as principais dúvidas para a votação no dia 2

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Paschoal Carmello Leandro, prevê uma apuração em tempo recorde nestas eleições. A expectativa é de que os eleitos no Estado sejam conhecidos em aproximadamente 30 minutos após o início da contagem dos votos. 

Em entrevista ao Correio do Estado, o dirigente da Corte Máxima do processo eleitoral em MS destacou que o eleitor deve ficar alerta para o novo horário de votação neste ano: das 7h às 16h.  

O presidente do TRE também esclareceu dúvidas dos eleitores sobre a proibição do uso de telefone celular na cabine de votação e falou sobre o comportamento do eleitor quando for votar. “É momento dela. O dia da votação é a festa da democracia”, afirmou o presidente do TRE-MS.

O que tem de diferente nessa eleição em relação às outras em termos de procedimentos?

Olha, a única diferença, na verdade, é a questão do horário. É que agora nós estamos pelo horário de Brasília. Todos os estados vão trabalhar dentro do horário de Brasília. Como o estado de Mato Grosso do Sul tem uma hora a menos, nossa votação começará às 7h e vai terminar às 16h.

Além disso, quais são outras novidades?  

No mais, por exemplo, em termos de tecnologia e procedimento, não há grandes mudanças. Na hora da votação o eleitor deve ficar atento, porque são cinco cargos em disputa. Então, para muitos pode ser bastante complicado. Por isso, orientamos a levar uma colinha.  

Também é preciso que o eleitor tenha muita atenção ao exercer o seu direito ao voto, porque a urna está preparada para confirmar o voto somente após o surgimento da fotografia do candidato. Então o cidadão deve digitar o número e aguardar aparecer a foto do candidato. Só depois deve confirmar. Isso é interessante porque evita a pessoa cometer um erro no momento da votação.

E como fica o procedimento quanto ao uso do telefone nas seções?

Não há novidades. O que está ocorrendo é uma polêmica que surgiu do nada, mas o procedimento sempre existiu. Nas eleições anteriores nós já tínhamos a regra de proibição do uso do telefone celular na cabine de votação.  

É importante lebrar que o voto é sigiloso. E também a pessoa pode chegar na cabine para votar e fazer de tal forma que ela tire uma foto ou grave um vídeo para falar: “Está vendo? Houve um erro. Eu digitei tal número e o candidato foi outro”. Por isso proibir o uso do celular evita a discussão e as polêmicas.  

O importante é que o eleitor vai visualizar a fotografia de seu candidato e só depois vai confirmar. E não há qualquer perigo de erro. Não há qualquer perigo de fraude.  

E quanto às suspeitas levantadas sobre as urnas eletrônicas?

Repito, não há nenhum perigo de fraude. Depois que o voto foi confirmado na urna, não há como fazer alteração.  

Pela manhã, no horário estabelecido por lei, os presidentes de mesa vão ligar as urnas e emitir a zerésima. A zerésima é um documento que comprova que naquela urna não houve nenhum voto depositado. Isso é feito na frente dos fiscais dos partidos.  

Ali dentro da urna, no início da votação, tem apenas os dados cadastrais dos eleitores e dos candidatos para os seus respectivos cargos. Então, depois vem a votação. Quando chegar o encerramento, que neste ano será às 16h, o presidente da mesa vai emitir o boletim de urna, que detalha o conteúdo dela, os candidatos, os votos recebidos. Esse documento será entregue aos partidos, também será afixado na porta do local, e outras cópias são trazidas aqui para o Tribunal.

E o importante é que este boletim de urna serve para fazer acompanhamento. Qualquer pessoa pode acompanhar a apuração e como foi a votação. Inclusive, o Tribunal Superior Eleitoral [TSE] tem essa funcionalidade em seu sistema. Lá qualquer cidadão pode acessar todos os boletins de urna.

E como será a segurança no dia da votação e na apuração?

Temos aproximadamente 27 mil mesários em todo o Estado, e no corpo de segurança temos aproximadamente 11 mil pessoas, entre polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária Federal, DOF [Departamento de Operações de Fronteira], guardas municipais e Corpo de Bombeiros. Também temos o Exército Brasileiro, que vai atuar em nove cidades da fronteira.  

Todo esse conjunto da segurança pública estará presente para dar mais segurança para a população em geral e também para mesários, juízes eleitorais e para os eleitores no momento em que forem exercer seu direito de voto.  

O próprio eleitor deve ir. Será um dia normal. É o que chamamos de festa da democracia. Até o sábado, a eleição é dos candidatos, mas no domingo, dia 2, o dia pertence ao eleitor. É dele o direito do voto.  

E há alguma restrição de vestimenta para o eleitor?  

Como dissemos, a festa é do eleitor. Com isso, cada um pode se manifestar individualmente da forma que preferir. Se ele quiser ir com a camisa do candidato de sua preferência, ele pode. Pode ir com a camisa da seleção brasileira, do seu time do coração, com a camisa de quem for. Não há necessidade de mudar a vestimenta. O que não pode é haver aglomeração, não pode haver manifestações públicas de pedido de voto.  

Mas a manifestação espontânea no momento do voto é um direito da pessoa. Como vamos proibir? É uma manifestação de voto, uma manifestação de escolha. O eleitor tem de usar a roupa que ele vai se sentir bem. O eleitor pode querer ir com a camisa do Vasco – que é meu time –, do Flamengo ou da seleção brasileira. Não podemos prever.  

Mato Grosso do Sul sempre foi um dos estados mais céleres na apuração. Neste ano será igual?

A primeira centralização ocorreu na eleição passada. Houve uma pequena demora, mas depois arrancou em frente a totalização dos votos. O TSE já se preveniu quanto a isso, adquiriu computadores de alta potência. Inclusive, já fizemos um teste. Como todos os estados vão encerrar a votação no mesmo horário, a apuração vai começar logo após o fim da votação. Neste teste marcamos um dia em que todos remeteriam os dados ao mesmo tempo para simular o que poderia ocorrer, e não ocorreu nenhum problema. Por isso, acreditamos que o resultado vai sair rapidamente.  

É possível fazer uma previsão da apuração aqui no Estado?  

Neste ano, logo após a emissão do boletim de urna, o encaminhamento dos dados deve ser mais rápido. Acredito que, em relação a Mato Grosso do Sul, até as 16h30min devemos estar encerrando, sabendo quem serão os eleitos.  

Essa rapidez leva em conta mesmo aquelas urnas em locais distantes, como no Pantanal?

A comunicação já melhorou bastante. Mas é claro que isso é uma previsão baseada nos nossos testes. Pode ser que exista algum imprevisto.  

E quanto à tensão, este clima que antecede a eleição parecendo final de campeonato. Qual a sua mensagem para o eleitor?

O povo sul-mato-grossense sempre foi ordeiro, não é? Nunca tivemos incidentes graves nas eleições no período eleitoral. Por isso, nós acreditamos que o povo sul-mato-grossense vai com coragem, com amor, exercer o direito de voto, o direito de escolha. Ele vai lá para escolher realmente aqueles que ele deseja como representante, em todos os segmentos. Então nós acreditamos na boa vontade dos eleitores.

Quanto aos que ficam mais exaltados, nós pedimos que tenham um pouco de paciência. Nós temos que pensar que nós e outras pessoas também exercerão o direito de voto. Não queremos embaraço nos locais de votação, por isso, é importante exercer nosso direito com a maior brevidade possível para não formar grandes filas.  

 E quanto à identificação, o que levar?

O título eleitoral e um documento oficial com foto. Quem já tiver o e-Título instalado no celular, serve como identificação. O aplicativo, porém, deve ser baixado até sábado [1º], porque no domingo não será possível. Eu tenho certeza que vai correr tudo bem e rapidamente.

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ELEIÇÕES 2026

Perdeu o título eleitoral? Saiba como votar sem o documento no 2° turno

Extravio, perda ou roubo de título de eleitor não impede que o cidadão vote

21/10/2026 12h00

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026 Paulo Ribas

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Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem ele no segundo turno das eleições 2026, neste domingo (25).

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai e imprimir o documento.

O voto é obrigatório para eleitores alfabetizados, com idade entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para maiores de 16 anos e menores de 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos. 

O cidadão não poderá votar se estiver com sua inscrição eleitoral cancelada ou suspensa.

O que acontece se o eleitor não votar?

O eleitor que deixar de votar não poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Ser empossado em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

Quaest

Flávio recua de 46% para 45% em votos totais e Lula mantém 44%

Pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de outubro, parcialmente depois do debate da noite de domingo, dia 18

21/10/2026 11h31

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

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Pesquisa Quaest para o segundo turno, divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de votos totais, contra 44% do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais, ambos os candidatos estão em empate técnico.

Comparando com a última pesquisa, divulgada em 14 de outubro, Flávio oscilou um ponto para baixo, já que antes estava com 46% das intenções de voto totais para o segundo turno, já Lula se manteve com os mesmos 44% da última semana.

A vantagem em favor do senador passou de 2 pontos porcentuais para 1. Com isso, a distância entre os candidatos diminuiu a quatro dias para o segundo turno, que acontece no dia 25 de outubro.

Ainda conforme o levantamento, 9% dos eleitores disseram que votarão em branco ou nulo no segundo turno, mesmo porcentual da última semana. Outros 2% se disseram indecisos, ante a 1% da última semana.

A pesquisa mostra que 47% dos eleitores desaprovam o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ante 46% que o aprovam. Na comparação com levantamento anterior, de 14 de outubro, a desaprovação oscilou 1 ponto para baixo (era de 48%), enquanto a aprovação fez o caminho inverso e oscilou um ponto para cima (era de 45%).  Outros 7% não souberam ou não quiseram responder, nas duas ocasiões.

TRANSFERÊNCIA 

O levantamento mostra que 40% dos eleitores que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas no primeiro turno da eleição presidencial declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno - ante a 43% da última semana. Nessa categoria, 36% declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), número que estava em 38% na última pesquisa divulgada no dia 14 de outubro.

O levantamento mostra também que entre os ausentes/brancos/nulos no primeiro turno, 21% dizem que devem se comportar da mesma forma no segundo turno - ante 17% na última semana. Ainda nessa categoria de quem votou branco, nulo ou não compareceu às urnas no último dia 4 de outubro, 3% dizem estar indecisos, ante a 2% na última semana.

O presidente Lula tem adotado a estratégia, para o segundo turno, em focar nos eleitores que se abstiveram no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção chegou a 33 milhões (21,08%). Já os votos brancos chegaram a 2,3 milhões (1,84%) e os votos anulados, em 3,6 milhões (2,93%).

EVANGÉLICOS

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a intenção de voto no candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores evangélicos oscilou de 60% para 58%, na comparação com pesquisa divulgada uma semana atrás, em 14 de outubro. No mesmo período, a intenção de voto no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o caminho inverso e oscilou positivamente, de 28% para 30%.

Já entre os católicos, Lula oscilou de 49% para 50%, enquanto Flávio caiu de 43% para 40% - variação para além da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

METODOLOGIA

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

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