Brasil

VIAGEM INTERNACIONAL

Presidente Lula participa da Cúpula do G7 na Itália

Antes, Luiz Inácio vai à Suíça para conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Agência Brasil

09/06/2024 - 10h33

Nesta semana o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da Cúpula do G7, evento que acontece entre 13 e 15 de junho, em Borgo Egnazia, na região da Puglia, no sul da Itália, reunindo líderes das sete maiores economias do mundo.

Lula foi convidado para o evento pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sendo que o G7 é composto por: 

 

  • Alemanha,
  • Canadá,
  • Estados Unidos,
  • França,
  • Itália,
  • Japão e
  • Reino Unido.

Até 2014, a Rússia integrava o grupo, que era conhecido como G8, no entanto, foi expulso devido à anexação da Crimeia, até então vinculada à Ucrânia.

As cúpulas do G7 costumam contar ainda com a presença de países convidados, porém, antes de chegar à cidade italiana, o presidente fará uma parada em Genebra, na Suíça, para participar da conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que começou no dia 3 e segue até 14 de junho.

Viagens internacionais

Essa é a oitava vez que Lula participa da Cúpula do G7. As seis primeiras ocorreram nos dois primeiros mandatos, entre os anos de 2003 e 2009. E, desde então, o Brasil não comparecia a um encontro do grupo. A sétima participação do presidente brasileiro foi no ano passado, na cúpula em Hiroshima, no Japão.

Desde o ano passado, o governo brasileiro mantém diálogo com as autoridades italianas, já que, este ano, Brasil e Itália estão, respectivamente, nas presidências rotativas do G20 e do G7. O G20 reúne 19 das maiores economias do planeta, mais a União Europeia e a União Africana.

No G7, Lula deve defender as agendas do Brasil no G20: a inclusão social e a luta contra a desigualdade, a fome e a pobreza; o enfrentamento das mudanças climáticas, com foco na transição energética, e a promoção do desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental; e a defesa da reforma das instituições de governança global, que reflita a geopolítica do presente.

A tributação global de 2% da renda dos super-ricos também está na pauta do Brasil na presidência do grupo.

A proposta foi apresentada pela primeira vez em fevereiro, na reunião dos ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20, em São Paulo.

Em abril, em nova reunião do G20 nos Estados Unidos, Haddad disse que espera um acordo até novembro.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, viajou para a Itália e debateu o tema com o Papa Francisco. A taxação de até 2% dos rendimentos das maiores fortunas do planeta é vista como oportunidade de reduzir a desigualdade social e combater os efeitos das mudanças climáticas.

Recentemente, Haddad disse que a proposta está ganhando a adesão de diversos países e que pode entrar como recomendação das reformas propostas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

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