Estadão
O papel exercido pelas fundações privadas de apoio a universidades e centros de pesquisa foi desvirtuado por causa da falta autonomia nas universidades públicas brasileiras. É o que afirma o ex-presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) Paulo César Marques.
O professor conta que as fundações surgiram com o objetivo de viabilizar a autonomia universitária, driblando as restrições que o próprio governo impunha. No entanto, Marques diz que o atual modelo de gestão, com as fundações intermediando recursos de pesquisa para dar agilidade aos repasses, não respeita a autonomia garantida na Constituição Federal.
A universidade pública não tem de fato a autonomia didática, administrativa e financeira que está assegurada no artigo 207 da Constituição, se tivesse, nós não precisaríamos criar mecanismos como esse, das fundações, para receber os recursos e utilizar na produção de pesquisa, afirmou, em entrevista Agência Brasil.