Seis dias depois de afundar nas águas do Rio Ivinhema com um casal a bordo, no município de Angélica, bombeiros retiraram neste sábado (7) a caminhonete de dentro da água. O motorista, porém, segue desaparecido e as mesmas equipes que resgataram o veículo fizeram buscas pelo condutor ao longo do dia.
O resgate deste sábado ocorreu após tentativas fracassadas ao longo da sexta-feira e somente foi possível com a utilização de dois tratores tracionados e de grande potência, já que a vegetação e as condições do terreno impediam que as máquinas se aproximassem do local onde estava a S-10.
O corpo de Estela Tomazetto, de 48 anos, foi resgatado de dentro do veículo na segunda-feira (2), um dia depois do acidente. Porém, desde aquela data o marido dela, João Luiz dos Santos, de 56 anos, está desaparecido e a suspeita é de que ele tenha se afogado e o corpo tenha sido levado pela correnteza do Rio Ivinhema, que estava bem acima do nível normal para esta época do ano.
O casal morava na Fazenda Chalana, em Nova Andradina, e não conhecia as estradas da região. Por conta disso, a suspeita é de que o motorista tenha entrado no rio, num local utilizado para saída e entrada de embarcações, acreditando que estivesse somente atravessando um local de alagamento, já que chovia forte na noite de domingo.
E, por conta da força da água, a caminhonete estava a vários metros do local onde foi vista pela última vez. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que o veículo entrou na água e deixaram claro que tanto a mulher quanto o motorista aparentavam estar em condições normais no interior do veículo.
As imagens mostram que assim que o veículo começou a flutuar, a mulher grita por socorro, mas as pessoas que estavam próximo não se arriscaram a entrar no rio para tentar ajudar, já que a corredeira estava forte.
Neste sábado, para içar o veículo, os bombeiros tiveram de utilizar dois tratores para conseguir colocar a S-10 em terra firme, mas até o início da tarde ela ainda continuava às margens do rio.
De acordo com informações do site Vale do Ivinhema, equipes dos bombeiros pretendiam percorrer em torno de 200 quilômetros ao longo das marges do Rio Ivinhema em busca do motorista.
No dia em que a mulher foi resgatada, a porta esquerda da caminhonete estava aberta, indicando que o condutor possa ter conseguido sair do veículo ou que tenha se afogado antes de sair e o corpo tenha sido arrastado pela correnteza.