LIDIANE KOBER
Diante da possibilidade de perder 30% da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Governo e a classe empresarial do Estado reuniram-se hoje e juntos elaboraram uma proposta que altera alguns dispositivos do projeto de Reforma Tributária apresentado pelo Planalto e que tramita no Congresso Nacional. A prioridade é impedir que a nova regra, excluindo vantagens aos Estados de onde parte o produto, valha para o gás boliviano, que corresponde a 60% do prejuízo previsto para Mato Grosso do Sul, ou seja, quase R$ 50 milhões mensais.
Atualmente, o recurso proveniente do ICMS é dividido entre a origem e o destino final do produto, mas o Planalto quer acabar gradativamente com esse rateio. O objetivo é que até 2014, o Estado de onde parte o produto fique apenas com 2% do montante referente ao imposto.