Brasília
Os deputados João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG) afirmaram hoje que não têm emendas no Orçamento Geral da União nem liberaram recursos para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os dois são suspeitos de integrar um esquema de desvio de verbas de obras do PAC em sete Estados, em operação deflagrada ontem pela Polícia Federal, chamada de Operação João-de-Barro.
"Quem libera as verbas para o PAC é o Governo federal, é a Casa Civil. A liberação dessas verbas não tem interferência política. Os deputados não participam em nenhum momento dessa liberação", se defendeu Magalhães. "Todos sabem que quem libera recursos do PAC é a Casa Civil", repetiu Ademir Camilo.
Tanto ele quanto Magalhães argumentaram não saber do que são acusados porque ainda não tiveram acesso ao inquérito da Polícia Federal. Eles afirmaram não saber explicar os motivos de a Polícia Federal trabalhar com a hipótese de indiciá-los em três tipos de crime: corrupção, tráfico de influência e concussão. A PF suspeita que os dois tenham cobrado propina de 10% para liberar verbas para obras em municípios mineiros.
Com informações da Agência Estado