Da redação
O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou ontem que o referendo revogatório de 10 de agosto será um processo para "derrubar" governadores "neoliberais" e contrários às reformas que ele promove no país. Morales falou da consulta durante um discurso a um grupo camponês da localidade de Sacaba, no Departamento (Estado) central de Cochabamba, onde voltou a intimar os governadores regionais a participarem do referendo.
Na votação de agosto, Evo, seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e oito governadores do país (todos, com exceção do de Chuquisaca, que foi eleito ontem em um pleito antecipado) submeterão seus mandatos à avaliação popular.
"Como alguém disse, o (referendo) revogatório vai ser para derrubar os governadores regionais neoliberais que ainda existem na Bolívia", disse o presidente boliviano. Segundo ele, "alguns governadores regionais não estão apostando no país nem no povo boliviano", mas "estão jogando de acordo com seus interesses".
O Governo Evo está disposto a realizar a consulta, apesar da posição dos governadores de Cochabamba, Santa Cruz, Tarija, Pando e Beni, que não querem permitir o plebiscito em seus departamentos.
Para esses governadores, Morales tenta impor um projeto constitucional "totalitário" no país, razão pela qual eles preferem a antecipação das eleições gerais ao referendo revogatório. (informações do Estadão)