Mais de 10 mil índios que moram em aldeias de Amambai, Coronel Sapucaia e Aral Moreira, na região de fronteira do Estado em Mato Grosso do Sul com o Paraguai, estão sem assistência por causa da greve deflagrada pelos servidores da Funasa da região. Os motoristas e agentes de saúde querem o retorno do abono de R$ 590,00 da Indenização de Campo, que foi transformada em outro tipo de gratificação que passou a beneficiar apenas os setores que desenvolvem trabalho de combate e controle de endemias em caráter permanente.
Com a greve e sem a atividade dos agentes e motoristas, os trabalhos preventivos de campo, como atendimento médico e odontológico estão parados. As viaturas estão paradas no pátio do Pólo Regional e somente a viatura de plantão permanece em operação para atender casos de extrema emergência. Segundo a Funasa, nas aldeias os agentes de saúde indígena e os postos de saúde estão funcionando normalmente, apesar da greve.