Especialistas reunidos em Libreville para uma conferência interministerial sobre a saúde e o meio ambiente na África, alertam para as consequências nefastas da mudança no clima do Planeta, que risca de matar milhões de pessoas por todo o mundo. Segundo a diretora do departamento de Saúde pública e meio ambiente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Neira, a mudança do clima teria efeitos diretos e indiretos na saúde das pessoas. Diretos, dizem respeito às inundações, secas e desastres naturais e os indiretos, seriam as doenças.
Um exemplo dessa realidade que já vem sendo provada, é o aparecimento da malária em regiões que ainda não tinham registrado casos da doença, consequência direta da mudança da temperatura e das inundações. A cada ano, um milhão de pessoas morrem em consequência da malária. ?A temperatura influencia sobre a sobrevivência dos mosquitos e sobre os parasitas (que transmitem a malária) dos mosquitos. Em geral, quando mais calor, mais alta é a taxa de infecção?, afirma o pesquisador Campbell-Lendrum. As doenças diarréicas são outra fonte de preocupação. Neste caso, a temperatura desempenha um papel crucial ?Em inúmeros casos, a bactéria que infecta a água ou o alimento sobrevive melhor a uma temperatura mais elevada. Mas, o aumento do número de inundações e, sobretudo, das secas, vai contaminar as fontes de água. Por exemplo, em períodos de seca, as pessoas estocam água durante muito tempo e lavam menos as mãos", explicou o pesquisador.
Com informações do Terra