Da redação
Na sua primeira coletiva como prefeito reeleito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), agradeceu ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), por sua vitória nas urnas. Com 100% das urnas apuradas, Kassab teve 60,72% dos votos contra 39,28% para a petista Marta Suplicy.
"Nesses quatro anos tive uma grande perda, que foi a morte da minha mãe e tive um grande amigo que ganhei na vida e um grande líder, que é o José Serra, que levarei para o resto da minha carreira. Tenho nele um grande amigo e um grande líder e dedico a ele essa vitória", afirmou o prefeito ao discursar ao lado do governador.
Kassab também cumprimentou Marta, derrotada no segundo turno, e também a população de São Paulo por sua vitória.
Mesmo antes do fim da apuração, Marta reconheceu a derrota e agradeceu seus eleitores. "Acabei de telefonar ao prefeito Kassab para parabenizá-lo, e quero agora agradecer aos milhões de eleitores que tiveram a confiança e votaram na gente. Ao mesmo tempo, eu agradeço a militância do PT, que foi muito aguerrida, aos sindicatos que nos apoiaram, aos aliados, que também compareceram nas ruas e deram muita força", disse Marta por volta das 19h.
Prefeito desde março de 2006, quando herdou o cargo após Serra se candidatar ao governo do Estado, o democrata consegue agora, com a vitória nas urnas, livrar-se do estigma de vice.
Com o resultado, Kassab se consagra como o principal nome do DEM paulista e tem a oportunidade de mostrar que pode administrar um governo próprio. A proximidade com Serra, no entanto, deve ser mantida durante a nova gestão.
O governador, mesmo nos bastidores, foi um dos principais articuladores da candidatura do democrata e um dos cabos eleitorais mais empenhados na reta final da campanha, quando o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, já estava fora da disputa.
O bom desempenho na eleição municipal colocou o nome de Kassab como um dos possíveis sucessores ao governo de São Paulo em 2010, quando Serra deve concorrer à Presidência da República.
Preocupado em ganhar a eleição municipal, o prefeito se prontificou a negar a possibilidade concorrer ao governo de SP durante a campanha, alegando não ter biografia para postular a vaga. (informações da Folha)