Brasília
A CPI dos Grampos retoma seus trabalhos quarta-feira com o objetivo de ter acesso ao inquérito onde a Polícia Federal teria identificado pelos menos dois crimes cometidos pelo delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha: violação de sigilo funcional e interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas sem autorização judicial.
"Temos de ter acesso ao inquérito e aprofundar as informações. Os fatos novos expõem novamente a falta de autoridade e obrigam a comissão a tomar posicionamentos. Se as investigações não forem aprofundadas, teremos que encerrar os trabalhos e produzir o relatório final", disse Gustavo Fruet (PSDB-PR).
A comissão, que retoma suas atividades depois de pausa de três semanas, também pretende submeter à votação requerimentos considerados fundamentais para a continuidade da CPI. Um deles diz respeito à convocação do delegado Amaro Vieira Ferreira, supostamente responsável por quebrar sigilo telefônico de jornalistas no âmbito das investigações para detectar a origem do vazamento ocorrido na Satiagraha. O outro pede a convocação do procurador da República Roberto Dassié, coordenador do controle externo das atividades policiais.