A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) disparou perto do encerramento dos negócios, concluindo o pregão desta quinta-feira em forte alta. As ações líderes, Vale e Petrobras, junto com os papéis do setor bancário, puxaram a recuperação. Nas Bolsas americanas os investidores "ignoraram" as más notícias e voltaram às compras, numa jornada de muita oscilação. O câmbio, indicador mais sensível do nervosismo nos mercados, cravou R$ 2,36, apesar de uma intervenção pesada do Banco Central.
O termômetro da Bolsa, o Ibovespa, valorizou 4,71% no fechamento e alcançou os 35.993 pontos. O giro financeiro foi de R$ 3,95 bilhões. A ação da Petrobras, que sozinha movimentou R$ 820 milhões, teve avanço de 2,32%; a ação da Vale ganhou 1,59%. Entre os papéis dos bancos, a ação do Bradesco teve alta de 9,19%, enquanto a ação do Itaú ascendeu 9,18%. A "unit" (recibo de ações) do Unibanco ficou 10,93% mais cara, enquanto a ação ordinária do Banco do Brasil subiu 6,89%.
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,368 para venda, com avanço de 3,40% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 442 pontos, número 1,55% abaixo da pontuação anterior. O Banco Central vendeu dólares por duas vezes, além de oferecer contratos de "swap" cambial para os bancos. Além dessas operações, o BC também ofereceu linhas aos bancos, com o compromisso de usarem os recursos para financiar atividades de comércio exterior.
(Com Informações da Folha)