LIDIANE KOBER
Um terço dos vereadores eleitos em Campo Grande está na briga pela presidência da Câmara Municipal. A disputa envolve só partidos da base aliada do prefeito Nelsinho Trad (PMDB). Por enquanto, todos os candidatos atestam que não vão sair do embate e trabalham para atrair aliados. Contudo, nos bastidores circula a informação de que o prefeito já optou por seu primo Paulo Siufi (PMDB) e que a pressão dos demais postulantes não passa de estratégia para negociar espaço na administração.
Inicialmente, declararam-se candidatos Cristóvão Silveira (PSDB), Paulo Pedra (PDT), Marcelo Bluma, Magali Picarelli (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Alcides Bernal (PP) e ontem Jamal Salem (PR) anunciou que também está no páreo. "Meu nome surge como uma proposta de consenso. Sou o único que estava sem mandato. Seria uma forma de acabar com o impasse elegendo alguém que estava fora da Casa", ressaltou. Ele acrescentou que experiência tem. "Já fui vereador por dois mandatos", destacou.
Mas não será fácil tirar os demais candidatos do páreo. Cristóvão Silveira alega que o prefeito firmou compromisso de ceder ao PSDB a presidência da Câmara, já que o partido abriu mão da vaga de vice-prefeito. "Os votos dos vereadores do PSDB já estão certos e tenho outros aliados, mas por uma questão de palavra e de estratégia não posso revelar", declarou.
O plano de Paulo Pedra para chegar à vitória começa com uma parceria com o PR. Depois, ele planeja conquistar o apoio do prefeito. "Formamos um bloco: PDT e PR", disse. Para ele, a disputa é sinônimo de paciência. "É um jogo de paciência. Não dá para se apavorar", comentou.
Magali Picarelli ergue a bandeira da importância da presença feminina no comando das instituições. Alcides Bernal tem a seu favor o fato de ser o campeão de votos nas urnas.
Em meio à briga de partidos grandes, Marcelo Bluma usa a estratégia de dar um fim ao impasse abrindo as portas para um representante de uma sigla menor.
Já Paulo Siufi tem a seu favor o apoio do presidente da Casa de Leis, Edil Albuquerque (PMDB) e do prefeito. Os dois negam a preferência, mas candidatos à presidência atestam que a predileção existe.
Entretanto, Nelsinho insiste que não está participando das tratativas e jogou a discussão para o fim de dezembro. Ele quer usar sua viagem para Portugal e Espanha para pensar sobre o assunto. O retorno está previsto para três de dezembro.