O indígena Germano Ramirez, 16 anos, praticou o suicídio, na noite de sexta-feira (26), por volta de 20h, na aldeia Porto Lindo, em Japorã. Ele utilizou uma corda de sizal para amarrar ao pescoço em uma extremidade e ao meio de um poste de cerca de pastagem.
O indígena deixou a casa 456-A, setor 10, do Núcleo Residencial da aldeia e partiu para o campo, sem que sua família percebesse. Após amarrar a corda no poste de cerca, provavelmente ele correu na direção contrária ao madeiramento, até que a corda esticasse e ele fosse estrangulado, tendo a queda para trás, para morrer em seguida, por asfixia.
A técnica utilizada para cometer o suicídio é diferente. Usualmente, para cometer o suicídio, os jovens da etnia guarani-caiuá usam uma corda de nylon ou feita com a improvisação de camisa ou camiseta. As cordas geralmente são fixadas na camunheira da casa ou em alguma viga ou caibro da parte superior da casa, ou então utilizam algum galho de árvore, de onde se amarram, sobem e se atiram para baixo, provocando o enforcamento.
O corpo foi encontrado por indígenas que foram em busca do gado para a retirada do leite. A família não comentou o assunto e os amigos disseram que aparentemente o indígena de etnia guarani não tinha motivo para cometer o vigésimo-nono suicídio indígena do ano, no Mato Grosso do Sul.
O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Naviraí.