Fábio Dorta, de Dourados
O prefeito de Dourados Ari Artuzi (PDT) acusou hoje o antecessor Laerte Tetila (PT) de ter deixado a Prefeitura com apenas R$ 80 mil em caixa e ainda um rombo nas finanças. Segundo o pedetista, o município tem dívidas com vencimento a curto prazo que ultrapassam R$ 42 milhões. Artuzi disse que não terá recursos para pagar na próxima semana o salário dos funcionários.
De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) o prefeito que encerra o mandato deve deixar em caixa recursos para o pagamento dos compromissos contraídos durante o último mês de sua gestão, entre eles, a folha de pagamento do funcionalismo. Quem descumpre a LRF pode responder a processo na justiça e perder os direitos políticos.
A Prefeitura de Dourados tem cerca de sete mil servidores. A folha de pagamento gira em torno de R$ 11,9 milhões. De acordo com Artuzi, no ato de transmissão do cargo, anteontem, Tetila afirmou que estava deixando R$ 13 milhões em caixa, o que, segundo o prefeito, não condiz com a realidade encontrada por sua equipe.
"Na verdade são R$ 9 milhões para fins específicos, são valores já direcionados. É o caso de R$ 2,5 milhões que já estão destinados à construção de casas populares, dentro de programas habitacionais. Esse dinheiro, grande parte destinada pelo Governo Federal, não pode ser utilizado para pagar a dívida do Tetila", afirmou. A matéria completa está na edição de amanhã do jornal Correio do Estado.