Maria Matheus
A cúpula do PSDB deve se reunir nesta semana para discutir o mal-estar criado pela insubordinação do vereador João Rocha (PSDB) às determinações do partido. O presidente municipal do PSDB, vereador Cristóvão Silveira, evitou falar sobre possíveis retaliações à atitude de João Rocha de lhe negar o voto nas eleições para a presidência da Câmara. Ele disse que cabe ao partido decidir em conjunto se haverá ou não punição, mas declarou ser contrário à expulsão do colega da legenda. "Eu, hoje, independente da minha posição no partido, seria contra a expulsão".
A vereadora Professora Rose (PSDB) também se posicionou contra a expulsão de João Rocha do PSDB. "Acredito e quero sempre acreditar que vivemos em uma verdadeira democracia e ele tem toda a liberdade de ter a opção de ter o candidato dele à presidência", afirmou. Apesar do tom cauteloso, Rose teceu críticas ao colega tucano. "Eu, particularmente, acho uma incorência ter um candidato do nosso partido e escolher uma outra pessoa".
Para o vereador João Rocha, sua decisão de aliar-se a Siufi e compor a Mesa Diretora benefiniou o PSDB. Por isso, ele acredita que seu relacionamento com o partido não será abalado. "Acho que não deva ficar nenhuma cicatriz, até porque essa decisão que tomei foi coerente", afirmou. "Não acredito que haja retaliação, porque na realidade a minha atitude acabou sendo interessante para o partido, que não ficou com a presidência mas ficou com a primeira secretaria".
Cristóvão Silveira rebateu. "Quem ficou com a primeira secretaria - quero deixar bem claro - se chama João Rocha", frisou. Para o presidente municipal do PSDB, a atitude do colega foi individualista e prejudicou o partido. "Se o partido tivesse indicado o João Rocha numa composição, aí eu nem teria essa conversa. Se o partido tivesse sido beneficiado, eu não poderia sair candidato", enfatizou.