A valorização do dólar não se reverte imediatamente em fator de competitividade para a indústria de máquinas agrícolas no Brasil. O câmbio pode ser favorável no longo prazo, mas o exportador ainda contabiliza a quebra da safra na Argentina e as restrições de crédito, fatores que têm forte peso na decisão sobre investimentos em maquinário.
A avaliação é do vice-presidente para máquinas agrícolas da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Milton Rego. "Este movimento não se converte imediatamente em moeda de troca. É preciso ter previsibilidade para se fazer planejamentos com base no câmbio", afirma Rego.
Além disso, diz ele, os importadores também sofrem com a restrição de crédito decorrente da crise financeira global e os prejuízos causados pela seca reduzem a capacidade de compra dos produtores. O setor de máquinas agrícolas (exceto implementos) no Brasil hoje engloba 11 fábricas, 982 concessionárias e mais de 14, 7 mil funcionários.
Com informações do Diário Online